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Atualizado às: 13 de março, 2007 - 21h54 GMT (18h54 Brasília)
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García Márquez participa de negociações com rebeldes da Colômbia
O escritor colombiano Gabriel Garcia Marquez
Márquez já participou, no passado, de negociações com as Farc
O escritor colombiano Gabriel García Márquez está participando de negociações de paz entre o governo da Colômbia e o segundo maior grupo rebelde do país, revelou o presidente colombiano, Álvaro Uribe.

As negociações com o Exército de Libertação Nacional (ELN) estão ocorrendo em Cuba. O objetivo é lançar as bases para uma negociação formal, que poderia levar ao fim de quatro décadas de conflito armado.

Uribe não deu detalhes sobre como o escritor, ganhador de um prêmio Nobel de literatura, está participando das reuniões. Mas ele disse à rede de rádio colombiana Caracol que tem esperanças de que a participação do escritor leve a avanços.

"Nosso Nobel García Márquez tem estado muito atento para que isto tenha êxito. Deus o queira. Vamos ver, tomara", disse Uribe.

A última em uma série de cinco rodadas de negociações com o ELN terminou no mês passado sem qualquer avanço.

O ELN
Formado por intelectuais em 1965
Inspirado pela Revolução Cubana
Cerca de 4 mil membros
Faz seqüestros e ataques em infra-estrutura
É vinculado pelos EUA e Europa a atividades terroristas

Farc

Esta não é a primeira vez que García Márquez participa de entendimentos de paz.

Ele fez uma aparição simbólica em negociações durante o governo do predecessor de Uribe, Andrés Pastrana (1998-2002), e o maior grupo rebelde do país, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

As negociações foram abandonadas em 2002, poucos meses antes de Uribe ser eleito com promessas de que derrotaria os rebeldes.

Correspondentes dizem que o ELN – com cerca de quatro mil integrantes – não é visto como uma força de peso na guerra civil, onde guerrilheiros de esquerda se embatem com o governo e com milícias da direita.

Entretanto, o governo colombiano está ansioso para remover o ELN da equação para que possa se concentrar nas Farc, mais poderosas – e com quem tem se recusado a negociar – e também no combate ao tráfico de drogas, que alimenta o conflito na Colômbia.

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