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Pai atravessa Colômbia por libertação de filho | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Milhares de pessoas se reuniram no centro da capital colombiana, Bogotá, nesta quarta-feira para ver um homem encerrar sua caminhada de quase dois meses pela libertação do filho seqüestrado. Durante 45 dias, os colombianos acompanharam a jornada de Gustavo Moncayo, um professor aposentado que deixou seu vilarejo em 17 de junho, Dia dos Pais, para caminhar até a capital do país, a cerca de 900 quilômetros de distância. O professor pede um acordo que permita que a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) liberte seu filho, o militar Pablo Emilio Moncayo, seqüestrado há nove anos, e outros seis prisioneiros. O presidente Álvaro Uribe aceitou receber Moncayo nesta quinta-feira para discutir o assunto, depois que o andarilho recusou encontros com seus ministros e o vice-presidente. Moncayo disse que permanecerá acampado na Praça Bolívar, no centro de Bogotá, até que haja "avanços concretos" em relação a um acordo humanitário. Vídeo As Farc divulgaram um vídeo do filho de Moncayo e outros seis cativos há cerca de um mês pela guerrilha como prova de que eles continuam vivos. Na gravação, eles pedem ao governo que não intervenha militarmente pela sua libertação, porque isto representaria "uma sentença de morte". A história com toques de messianismo tem tido grande destaque na imprensa local. "Com Moncayo aconteceu o que ocorre às vezes com as mobilizações massivas, que ninguém sabe quando começam, nem por quê. Nem ele mesmo poderia prever que, uma vez iniciada a sua marcha, as Farc assassinariam os 11 deputados do Valle e despertariam uma onda de repúdio nacional contra o seqüestro como há anos não se via", diz o jornal El Tiempo.
O diário se refere à morte de 11 parlamentares na região do Valle del Cauca, no oeste do país, ocorrida em 18 de junho. O governo acusou os rebeldes das Farc de assassiná-los a sangue frio, mas segundo o grupo que eles foram vítimas de fogo cruzado em um tiroteio ocorrido quando homens armados não identificados atacaram o campo de prisioneiros das Farc onde eles estavam. Segundo o jornal El Tiempo, algumas pessoas chegam a levar crianças para tocar o professor, outros o comparam a Mahatma Ghandi e Nelson Mandela. O site da revista El Espectador reportou que, por onde passou, Moncayo recebeu o apoio de moradores e curiosos que saíram a saudá-lo. A rádio Caracol disse que Moncayo já pediu ajuda internacional na negociação do acordo, especialmente do Brasil e da Venezuela. |
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