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Milhares marcham contra seqüestros na Colômbia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Centenas de milhares de colombianos realizaram nesta quinta-feira um dia nacional de protestos em diversas cidades do país pedindo o fim dos seqüestros e do conflito civil que já dura 44 anos. Os manifestantes pediram a libertação das mais de 3 mil pessoas que permanecem seqüestradas e a entrega dos corpos dos 11 deputados mortos no mês passado enquanto estavam em poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). As manifestações também serviram para pedir que o presidente Álvaro Uribe e as Farc cheguem a um acordo humanitário que possibilite a libertação dos reféns, entre eles um grupo mais de 50 políticos e personalidades importantes seqüestrados pelo grupo guerrilheiro. As marchas foram vistas como uma rara demonstração de união nacional e reuniram familiares de vítimas de seqüestro, sindicatos, estudantes, funcionários públicos e cidadãos comuns. Em diversas cidades do país as atividades foram interrompidas ao meio-dia. Foram realizadas missas, marchas e papel branco picado foi jogado dos altos dos prédios. Na capital, Bogotá, o centro foi fechado e a Praça de Bolívar foi tomada por milhares de manifestantes vestidos de branco e agitando lenços brancos. Uribe e o prefeito da cidade, Luis Eduardo Garzón, participaram da manifestação em Bogotá. Enquanto o presidente e seus ministros assisitiram a uma missa na catedral da cidade, o prefeito encabeçou uma corrente humana de protesto contra os seqüestros. Apesar de todos serem contra os seqüestros, havia discordância de posições entre os manifestantes. Alguns se diziam a favor de um acordo humanitário e pediam a desmilitarização de algumas cidades - que é uma exigência das Farc para negociar com o governo. Outros eram contra a desmilitarização. Uribe, que vestia uma camisa com os dizeres "Liberdade sem condições, já" disse novamente que não vai desmilitarizar "nem um milímetro do país". Segundo o correspondente da BBC na Colômbia Jeremy McDermott, o presidente Uribe está tentando transformar a revolta nacional provocada pelas mortes dos 11 deputados em apoio a seu governo linha-dura contra os rebeldes. As circunstâncias em que os 11 reféns morreram não ficaram claras. Uribe acusou as Farc de terem assassinado os políticos "a sangue frio". O grupo rebelde, no entanto, disse que os deputados morreram vítimas de fogo cruzado em um tiroteio ocorrido quando homens armados não identificados atacaram o campo de prisioneiros das Farc onde eles estavam. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Uribe acusa Farc de assassinar 11 deputados seqüestrados29 junho, 2007 | BBC Report Brasil poderia ter 17 mil refugiados colombianos20 junho, 2007 | BBC Report Colombianos treinam policiais afegãos para combater tráfico20 junho, 2007 | BBC Report Uribe promete resgatar Ingrid Betancourt19 de maio, 2007 | Notícias Exumados 105 corpos em valas na Colômbia06 de maio, 2007 | Notícias Governo colombiano aceita proposta de cessar-fogo do ELN19 abril, 2007 | BBC Report Brasileiro preso na Colômbia nega ser das Farc, diz polícia05 abril, 2007 | BBC Report García Márquez participa de negociações com rebeldes da Colômbia13 de março, 2007 | Notícias LINKS EXTERNOS A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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