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Expedição russa finca bandeira no fundo do Ártico | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Membros de uma expedição russa realizaram nesta quinta-feira um feito inédito ao alcançar, a bordo de dois minissubmarinos, o fundo do Oceano Ártico, a 4,2 km de profundidade. Os exploradores fincaram no local uma bandeira russa de titânio e depois retornaram com segurança à superfície. O líder da missão, o parlamentar russo Artur Chilingarov, disse à agência russa Itar-Tass que o seu minissubmarino fez um pouso tranqüilo no chão na superfície do mar. "O chão amarelado está ao redor de nós, não há nenhuma criatura marinha à vista", disse Chilingarov. Riquezas minerais A expedição foi lançada na semana passada com o objetivo de buscar indícios geológicos que sustentem a reivindicação russa sobre uma vasta área do Ártico. Acredita-se que o leito tenha depósitos de petróleo, gás natural e outras reservas minerais. Além de estudar a geologia do Ártico, os cientistas também iriam coletar amostras da fauna e da flora da região. O retorno à superfície dos dois minissubmarinos, MIR-I e MIR-2, era considerado a parte mais difícil da missão porque os pilotos precisam voltar exatamente ao ponto de partida ou podem ficar presos em baixo do gelo.
"Esta é uma missão arriscada e heróica", disse Sergei Balyasnikov, um porta-voz do Instituto Ártico e Antártico da Rússia, à agência russa RIA-Novosti. "É um feito importante para que a Rússia demonstre seu potencial no Ártico." "Show" O Canadá – um dos países que pleiteiam parte do território do Ártico, junto com a Rússia – criticou a expedição ao dizer que a aventura russa não foi mais do que um show. "Não há ameaça à soberania canadense no Ártico. Não estamos, de forma alguma, preocupados com esta missão. Basicamente, é só um show da Rússia", disse o Ministro das Relações Exteriores canadense, Peter MacKay, em uma entrevista transmitida em um canal de televisão do país. Uma convenção internacional estabelece uma área de exploração econômica do Ártico de até 200 milhas náuticas (cerca de 370 km) para países que fazem fronteira com a região, a partir do território do país. Esse limite às vezes pode ser expandido, mas, para isso, o país interessado precisa provar que a estrutura geológica da plataforma oceânica é a mesma de seu território. Moscou argumentou perante uma comissão da ONU em 2001 que uma estrutura geográfica submarina do Ártico, chamada de Cordilheira de Lomonosov, é uma extensão geológica do seu território continental. A ONU ainda não anunciou uma decisão definitiva sobre o assunto. |
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