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Escândalo! Deputados trabalhando (ou em ação) | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Puffff... Lá se foi, pelos nossos ares impuros, o revolucionário plano verde do prefeito Bloomberg de Nova York. Anunciado no Dia da Terra, transmitido ao vivo do Museu de História Natural com a participação do primeiro-ministro britânico, Tony Blair, e do governador Arnold Swharzenneger, da Califórnia, Nova York ia liderar o país no meio ambiente. Com US$ 500 milhões do governo federal, o prefeito implantaria o pedágio em Manhattan, multiplicaria as linhas de ônibus, incrementaria o metrô e o transporte marítimo. O trator que parou o prefeito foi o Sheldon Silver, um democrata, líder da Assembléia Estadual de Nova York, em Albany. Ele se recusou a convocar uma sessão especial para aprovar o projeto dentro do prazo dado pelo governo federal. Mesmo se tivesse convocado, dizem os críticos, o prefeito não teria os votos. Insistem até que a culpa foi dele, Bloomberg, pela forma arrogante que apresentou a proposta sem puxar o saco dos deputados estaduais. Lá se foram os US$ 500 milhões e não sabemos até quando vamos continuar engarrafados e respirando veneno. Nas assembléias estaduais americanas há diferentes sistemas de equlíbrio de poder e, em Nova York, o líder da maioria pode impedir que qualquer lei seja votada. Com a impotência da Casa Branca que ja metastizou para o congresso, as assembleias estaduais e cameras municipais assumem um papel cada vez maior nas nossas vidas. Bush e o Congresso não conseguiram aprovar uma lei de imigração. Ano passado os vereadores das câmaras de centenas de cidades americanas aprovaram pouco mais de 600 leis sobre imigrantes. Ainda estamos na metade de 2007 e já aprovaram quase 3 mil, macicamente contra os imigrantes. A Califórnia é o único Estado onde os deputados estaduais ganham quase tão bem quanto no Brasil: US$110 mil por ano mas as mordomias são mínimas comparadas com as dos nossos. Em 17 dos 50 Estados, o emprego de deputado não é full time, são cidadãos-legisladores que trabalham três, quatro ou seis meses por ano como deputados. New Hampshire, o quinto menor Estado, tem a maior Assembléia dos Estados Unidos, mas seus 424 deputados ganham o salário mais baixo do país - US$ 100 por ano. Comparado com os europeus e mesmo com a classe média brasileira, os americanos são politicamente alienados mas não perdoam deputados que se dão aumentos abusivos ou muito acima da inflação. Em 2006, os deputados da Pensilvânia aprovaram um aumento de 54% e 17 perderam o emprego nas eleições. Outros 30 desistiram de suas candidaturas e o aumento foi cancelado. Em Indiana, onde não ganham nem US$ 1 mil por mês, os deputados se deram um generoso plano de saúde que, de certa forma, compensava o baixo salário. O líder da proposta, um querido e veterano político, perdeu a eleição e os deputados já revogaram os benefícios. O 34 documentário do consagrado diretor Frederick Wiseman é sobre uma sessão da Assembléia Estadual de Idaho, onde os deputados ganham US$ 16 mil por ano. O documentário de quase quatro horas, sem narração, é um escândalo. Mostra que os deputados são homens decentes que levam a profissão a sério e trabalham com afinco. Um perigo para a classe política. |
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