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Atualizado às: 18 de julho, 2007 - 17h28 GMT (14h28 Brasília)
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Segurança fez Hong Kong fechar aeroporto central em 1998

Pessoas assistem a uma das últimas decolagens do aeroporto de Kai Tak, em Hong Kong, em julho de 1998 (Arquivo/Associated Press)
Risco de acidentes motivou transferência de aeroporto
Um movimentado aeroporto de Hong Kong que, assim como Congonhas, era localizado no centro da cidade, foi fechado em 1998 por causa de preocupações com a segurança.

O alto risco de um acidente aéreo da proporção trágica do ocorrido nesta terça-feira em São Paulo fez com que as autoridades tomassem a decisão de desativar o aeroporto de Kai Tak.

As pistas de Kai Tak se localizavam na parte continental de Kowloon, às margens da baía que a separa da ilha de Hong Kong, num dos bairros com maior densidade populacional do planeta.

O crescente tráfego aéreo e o limite de capacidade também incentivaram a construção de um novo terminal afastado da cidade.

“Aterrissar e decolar era um risco iminente” recorda Jim Eckes, um especialista em aviação da consultoria Indo Swiss Aviation, baseada na cidade chinesa.

“Os próprios pilotos protestavam, diziam que era uma das pistas mais difíceis do mundo”, conta Eckes.

Zonas urbanas

Segundo o especialista, aeroportos em zonas urbanas representam um perigo porque estão cercados de prédios, o que limita a capacidade de manobra dos pilotos.

Além disso, no caso de um acidente, é provável que o número de vítimas seja maior, pois pessoas no solo serão atingidas.

Associated Press (arquivo)
Segundo especialista, pista era mais longa do que a de Congonhas

Eckes acredita que, apesar da fama, em Kai Tak, um avião não se chocaria com prédios, como aconteceu com o avião da TAM, em caso de acidente.

“A pista era mais longa e dava direto no mar, não iria bater em um prédio se o avião resvalasse”, diz.

De acordo com Eckes, na pista principal de Kai Tak as aeronaves tinham por volta de 3,4 mil metros para decolar e aterrissar, enquanto que em Congonhas dispõem de aproximadamente 2 mil metros.

Ele acredita que os 1,4 mil metros a mais “fazem toda a diferença”, já que dá “tempo de o avião 'rolar' até perder velocidade”.

Acidentes

O aeroporto de Hong Kong foi construído na década de 20 do século passado e ao longo dos anos foi remodelado inúmeras vezes para atender ao crescente tráfego aéreo.

Ao longo de sua existência, o terminal presenciou vários casos de derrapagens, o mais recente deles em 1993, em condições semelhantes às do acidente de Congonhas.

Segundo o banco de dados do site Aviation Safety Network, que registra e monitora acidentes aéreos no mundo todo, o vôo 605 da China Airlines tentava aterrissar em um dia de muita chuva quando não conseguiu frear e acabou saindo da pista.

A aeronave caiu na água, mas não explodiu e todos os 396 passageiros conseguiram escapar com vida.

Em julho de 1998 Kai Tak fechou e o tráfego aéreo foi direcionado para o novo aeroporto de Chek Lap Kok, localizado na ilha de Lantau, que está longe do centro da cidade.

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