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Brasil é 56º em ranking de 'competitividade responsável' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Brasil ficou na 56ª posição em um ranking de "competitividade responsável" que avaliou a maneira como 108 países estimulam – ou não – práticas responsáveis de suas empresas, elaborado pela organização internacional Accountability. Isso quer dizer que, embora venha adotando um modelo de desenvolvimento considerado menos nocivo que o de países como a China (87ª) e a Rússia (83ª), o Brasil ainda não "recompensa as empresas que adotam estratégias e práticas que levam em conta impactos de ordem social, econômica e ambiental", pelas definições da ONG. A Suíça, a Dinamarca, a Finlândia e Islândia e a Grã-Bretanha ocuparam as primeiras posições da lista. Entre os emergentes, o Chile ficou em 24º no ranking, enquanto a África do Sul está na 28ª colocação. O presidente da Accountability, Simon Zadek, disse que os países que souberem aliar aumento de competitividade com práticas responsáveis estarão em melhores condições para colher os benefícios de uma economia mais preocupada com a sustentabilidade. Áreas responsáveis Só nas áreas consideradas "responsáveis" – como crédito de carbono, tecnologia de energia limpa e outras – as oportunidades de negócios alcançarão a cifra de US$ 750 bilhões até 2050, nas estimativas da Accountability. "Estamos em um estágio inicial de revolução de governabilidade global que verá o nascimento de um mercado mundial que vai recompensar práticas responsáveis por parte de governos e companhias", afirmou Zadek. "Os governos têm um importante papel na redefinição dos mercados. Se não agirmos, os mercados vão continuar a prejudicar as pessoas e o meio ambiente." Um dos co-autores do estudo, Alex MacGillivray, disse que se o Brasil "melhorasse em um aspecto ou dois" estaria mais bem posicionado no ranking. Ele citou como exemplo o sistema tributário. "O governo tem um sistema tributário tão ruim que leva as pessoas a não pagarem os seus impostos", afirmou o especialista. Brasil Segundo ele, uma empresa no Brasil perde em média 2,5 mil horas por ano para pagar os tributos fiscais. Mas os empresários também teriam sua parcela de responsabilidade, ao não fazer o suficiente para evitar acidentes de trabalho. O tema da competitividade responsável tem sido evidenciado no Brasil pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em favor dos biocombustíveis, alardeados como uma alternativa limpa e sustentável para atender à demanda mundial por energia no futuro. "O etanol é uma grande oportunidade, mas um grande risco. A produção de biocombustíveis pode ter conseqüências negativas para a segurança alimentar e o meio ambiente", diz o relatório. Para McGillivray, o grande desafio do Brasil é desenvolver um modelo de crescimento, no qual o etanol possa ser produzido sem gerar impactos negativos sobre as florestas ou a produção de alimentos. |
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