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Brasil errou ao deixar negociação do G4, diz 'Economist' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A revista britânica The Economist diz em um editorial na edição divulgada nesta quinta-feira que a decisão do Brasil e da Índia de se retirar das negociações sobre a liberalização do comércio global na Alemanha, no dia 21, foi "um erro" que pode ter um impacto negativo sobre as economias emergentes de todo o mundo. O texto diz que o fracasso da última rodada de negociações na cidade de Potsdam, com a participação do chamado G4 (Brasil, Índia, União Européia e Estados Unidos), "teve menos a ver com a rigidez do mundo rico do que com a indiferença da Índia e com a estratégia dura de negociação do Brasil". A revista afirma que o ministro do Comércio da Índia, Kamal Nath, chegou atrasado às negociações na Alemanha e disse que pretendia sair cedo, o que poderia ser interpretado como falta de interesse. "Mais surpreendentes foram as táticas do ministro brasileiro Celso Amorim. Ele ficou decepcionado com a oferta dos americanos na área da agricultura. Em resposta, ofereceu cortes em tarifas industriais que foram, no mínimo, ainda mais vazias. Um encontro que devia ter diminuído diferenças as ampliou." "Oportunidade perdida" No editorial, a Economist reconhece que a União Européia e os Estados Unidos deveriam ter feito uma proposta mais ambiciosa de corte de subsídios na mesa de negociações de Potsdam. Mas, da mesma forma que os Estados Unidos, "o Brasil e outros devem aceitar cortes ousados de tarifas como sendo o caminho para criar uma economia mais vibrante". Do contrário, o preço a se pagar pode ser "especialmente alto para grandes economias emergentes". "Na ausência de um acordo sobre Doha, países ricos encontrariam maneiras de ampliar as barreiras contra esses emergentes de crescimento rápido", diz o texto. "Sem Doha, as grandes economias emergentes vão ter que fazer queixas formais ao órgão de disputas da OMC para forçar os países ricos a diminuir seus subsídios agrícolas. Assim, o fim de Doha levaria quase certamente a um aumento de disputas na OMC, causando grande pressão sobre o sistema multilateral." "Com tudo isso, a morte de Doha seria bem pior do que uma oportunidade perdida. Isso é algo que as grandes economias emergentes do mundo não devem esquecer", conclui o artigo. |
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