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Atualizado às: 26 de junho, 2007 - 19h54 GMT (16h54 Brasília)
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Pílula do dia seguinte causa polêmica na Grã-Bretanha
Barriga de grávida
O índice de abortos na Grã-Bretanha subiu 4% em 2006
A distribuição da pílula do dia seguinte a adolescentes em escolas da Grã-Bretanha vem causando polêmica no país.

O debate foi reacendido com a revelação, na semana passada, de que o índice de abortos na Grã-Bretanha subiu 4% em 2006 e que o aumento teria sido provocado por um número crescente de adolescentes que optam pela interrupção da gestação.

A Grã-Bretanha é o país com a maior incidência de gravidez entre adolescentes de toda a Europa.

No país, a pílula do dia seguinte tem sido vendida em farmácias a mulheres com mais de 16 anos, sem a necessidade de receita médica, desde 2001.

Ainda assim, o número de abortos na Inglaterra e no País de Gales vem crescendo desde meados da década de 90.

Entre adolescentes com menos de 18 anos, o número de abortos subiu de 39.593, em 2004, para 39.683, em 2005.

Impacto

Um estudo envolvendo Estados Unidos, Índia e China revelou que o aumento no uso da pílula do dia seguinte não resultou em uma diminuição no número de mulheres que tiveram gravidez indesejada.

A pesquisa, publicada em abril pela organização internacional Cochrane Library, baseou-se em oito estudos com mais de 8 mil mulheres.

Segundo a entidade, dar às mulheres a pílula do dia seguinte resultou em um aumento no uso da pílula, mas não teve impacto no número de mulheres grávidas ou de abortos.

Em 1996, 6% das mulheres que solicitaram abortos haviam tomado a pílula de emergência. Em 2002, esse número subiu para 12%. Segundo a pesquisa, o índice de abortos subiu 50% nesse mesmo período.

Justificativas

Em setembro do ano passado, o British Medical Journal publicou um relatório da especialista em anticoncepcionais Anna Glasier.

No texto, Glasier admite que não há evidências conclusivas vinculando a disponibilização imediata de anticoncepcionais como a pílula do dia seguinte a índices de gravidez e abortos.

Especialistas dizem, no entanto, que pode haver muitas justificativas para os resultados.

Muitas mulheres não têm acesso à pílula de emergência dentro do período em que ela é eficaz, ou seja, dentro de até 72 horas.

Também não se sabe se as mulheres estão usando a pílula quando ela realmente é necessária, ou seja, no período em que estão férteis.

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