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Atualizado às: 10 de maio, 2007 - 18h04 GMT (15h04 Brasília)
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Uma em cada 5 gestações termina em aborto na Europa, diz estudo

Cartazes de campanha relativa ao referendo do aborto em Portugal
Cartazes de campanhas relativas ao referendo do aborto em Portugal
A cada 25 segundos, um novo aborto é realizado na União Européia e uma em cada cinco gestações (19,4%) termina dessa forma, aponta um estudo do Instituto de Política Familiar (IPF) europeu sobre mudanças na população, natalidade, matrimônios e políticas familiares.

Segundo o texto, intitulado Evolução da família na Europa, o número de abortos nos 27 países membros da União Européia somou em 2004 um total de 1.235.517, o que representa um aumento de 6,25% em relação a 1998, quando foram registrados 1.162.819 casos.

Os dados mais detalhados do estudo divulgado na quarta-feira mostram uma evolução mais gritante em alguns países: na Espanha, o crescimento foi de 75% nos últimos dez anos.

No mesmo período, os abortos aumentaram 50% na Bélgica e 45% na Holanda. Entretanto, o país onde mais mulheres decidiram dar fim à gravidez em 2004 foi a França: 210.669 abortos. Em seguida, estão Grã-Bretanha (194.353) e Romênia (191.038).

Controvérsia

Com base nesses dados, o IPF afirma que o aborto é a maior causa de mortalidade na União Européia.

"Muito acima de outras causas externas, como suicídios, acidentes de tráfico, drogas ou Aids", afirma o estudo, que considera o feto um ser humano, ao contrário da legislação de muitos países europeus onde o aborto é permitido.

"É preciso levar o aborto em consideração, principalmente quando é motivado por problemas econômicos, jurídicos ou sociais", disse Eduardo Hertfelder, diretor do IPF, à BBC Brasil.

Com sede em Madri, o IPF se define como uma organização independente, dedicada à "promoção e defesa da família ante a opinião pública e os poderes públicos".

Perguntado se o IPF é contra a legalidade do aborto, Hertfelder afirmou: "Somos a favor de que ninguém tenha que realizar um aborto por nenhum dessas condições que mencionei e de que se criem políticas familiares para evitar essas situações".

Matrimônios e divórcios

Em paralelo ao aumento nos casos de aborto, a taxa de natalidade na União Européia em 2006 caiu 16,6% em relação a 1982, chegando a um índice de 1,38 filho por mulher, considerado insuficiente para uma substituição ideal das gerações (segundo o IPF, cada mulher deveria ter 2,1 filhos).

O estudo constatou que cada vez menos casais se casam (em 2005, houve uma queda de 22,3% em relação a 1980), o que faz com que atualmente uma em cada três crianças nasça fora do casamento.

Nesse mesmo período, o número de divórcios subiu 55%. Na Europa atual, a cada 30 segundos um matrimônio chega ao fim, em uma média de 1 milhão por ano.

A Espanha superou os demais países europeus também nesse ponto, com um aumento de 262% nos casos de divórcios nos últimos seis anos.

Para Hertfelder, as mudanças observadas nas famílias espanholas são fruto da política governamental.

"A Espanha dedica cinco vezes menos ajuda à família que a média da União Européia. Quando as administrações não têm vontade política de apoiar a família, os indicadores começam a piorar", criticou.

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