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Atualizado às: 04 de maio, 2007 - 15h37 GMT (12h37 Brasília)
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Teste polêmico diz sexo de bebê na 6ª semana de gravidez
Novo teste abrevia em 14 semanas o tempo de espera dos pais
Um teste de DNA que indica o sexo de bebês quando eles ainda estão na sexta semana de gestação está causando polêmica na Grã-Bretanha.

O teste, feito em casa, é vendido na Internet pela empresa DNA Worldwide. Por 189 libras (cerca de R$ 750), o consumidor pode saber o sexo de seu filho em até seis dias úteis; se estiver apressado, pode optar por pagar 240 libras (cerca de R$ 960) e sabê-lo em quatro dias.

Grupos antiaborto criticaram o teste, alegando que casais poderiam optar por abortar filhos "do sexo errado".

Mas a empresa afirma que três em cada quatro casais britânicos querem saber de antemão o sexo do seu filho, e não estão dispostos a esperar 20 semanas, prazo requerido para os testes com exame de ultrassom, para tanto.

Cromossomo Y

Em seu site na Internet, a DNA Worldwide explica que o método de identificação do sexo da criança é feito pela análise de uma amostra de sangue da mãe.

"Durante a gravidez, pequenas quantidades de DNA do bebê passam para a corrente sanguínea da mãe; assim, com uma pequena gota colhida do dedo da mãe, podemos analisar o DNA do bebê", diz um texto que apresenta o produto.

Os médicos procuram o cromossomo Y, cuja presença no DNA da criança assegura que o sexo é masculino; mesmo se o Y está ausente, alega a empresa, é possível dizer com 99% de certeza que o sexo é feminino.

Se o teste estiver errado, a DNA Worlwide promete devolver o dinheiro da compra.

Críticias

Ouvidas pela BBC Brasil, entidades que fazem campanha contra o aborto criticaram o teste, que consideram um estímulo a que casais descontentes com o resultado interrompam a gravidez.

Michaela Aston, da organização britânica LIFE, disse que o teste é "muito perigoso". "Pode levar ao aborto de bebês simplesmente pelo fato de serem do 'sexo errado'", ela afirmou.

Segundo ela, recém-nascidos, sejam meninos ou meninas, têm necessidades iguais, e o sexo da criança não aumenta nem diminui a necessidade de planejamento.

Júlia Millington, da Prolife Alliance, acrescentou que o risco de abortos é "real", sobretudo em áreas do país onde se concentram comunidades de imigrantes que atribuem valores distintos a um bebê do sexo masculino ou feminino.

"Já chegamos a uma situação alarmante, em que hospitais em algumas partes da Grã-Bretanha não revelam o sexo de uma criança antes do nascimento por causa da prevalência do aborto, se o bebê for do 'sexo errado'", ela disse.

"O fato de hospitais adotarem estas políticas mostra que existe um problema nesse tema."

Atualmente, a maioria dos hospitais na Grã-Bretanha diz, aos pais que quiserem sabê-lo, qual será o sexo de seu filho a partir da 20ª semana de gravidez.

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