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Influência de Blair no Oriente Médio é limitada, dizem analistas | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Analistas árabes temem que, caso o primeiro-ministro britânico Tony Blair se torne o novo enviado de paz do Quarteto no Oriente Médio, ele exerça um cargo apenas simbólico, com poucos efeitos práticos na região. O Quarteto pela paz – formado por Estados Unidos, Rússia, União Européia e ONU (Organização das Nações Unidas) – se encontrou nesta terça-feira em Jerusalém para discutir a mais recente crise na região e acredita-se que a nomeação do novo enviado de paz também tenha feito parte das conversas. Um anúncio oficial é aguardado para esta quarta-feira, quando Blair encerra seu mandato como primeiro-ministro britânico após dez anos no cargo. "A sugestão de nomear Blair para o cargo partiu dos Estados Unidos, que querem premiar o primeiro-ministro por ficar ao lado dos americanos na invasão do Iraque e durante todo o conflito", disse o analista político sírio Marwan Kabalan. Ele afirmou que o poder de Blair no processo de paz não pode ser superestimado, pois, em sua opinião, a influência do líder britânico na região é limitada. "Blair não conseguiu nem influenciar os Estados Unidos para ter mais conversas com os países árabes em busca de uma solução para o conflito no Oriente Médio. Qual influência ele vai ter, então, na região?", questiona o analista. Cargo simbólico Por outro lado, Kabalan acredita que Blair pode ajudar a formar uma coalizão de forças moderadas, "o que pode levar a algum progresso, mas nada muito promissor". O professor Ahmed Thabet, de Ciência Política da Universidade do Cairo, ressalta que a posição e a representação política britânica tem sido necessária "há bastante tempo", já que, em sua opinião, falta ao Quarteto uma conexão contínua em áreas de conflito permanente no Oriente Médio. "Falta ao Quarteto também capacidade moral e política para melhorar a situação entre israelenses e palestinos e para cessar agressões israelenses", afirmou Thabet. Por outro lado, o analista teme que a posição de Blair se torne simbólica e que "apenas suavize e conduza os pontos de vista entre árabes e Israel". Ainda na opinião de Thabet, os Estados Unidos perceberam que perderam legitimidade no mundo árabe, e agora vão passar a agir cada vez mais por meio do Quarteto. Em relação a possíveis conversas entre Israel e Síria, o analista sírio Kabalan disse não ter esperanças de que Blair possa ter algum papel decisivo em uma suposta mediação. "O presidente George W. Bush deixou muito claro na semana passada, após se reunir com o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, que não pretende se envolver em qualquer negociação entre Israel e Síria. Não vejo como Blair possa ter uma posição diferente sobre este assunto." |
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