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Brasil receberá 96 palestinos refugiados do Iraque | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Brasil receberá no final de agosto 96 refugiados palestinos que viviam no Iraque. A informação foi divulgada nesta quarta-feira pelo Comitê Nacional para Refugiados (Conare) e pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur). Os palestinos moravam em diversas cidades do Iraque e fugiram para a Jordânia em 2003. Desde então, moram no campo de refugiados de Ruweished, em um deserto a 70 quilômetros da fronteira com o Iraque. Segundo o Acnur, o campo controlado por autoridades jordanianas oferece péssimas condições de sobrevivência, pois está infestado de escorpiões. Além disso, o governo controla a entrada e saída dos refugiados, que têm poucos direitos. A decisão do governo brasileiro faz parte do Programa de Reassentamento Solidário, que tem apoio da ONU. Preparação O grupo palestino já está recebendo informações sobre o Brasil por meio de uma brasileira que trabalha no campo de refugiados de Reweished. O Acnur será responsável por trazer os palestinos para o Brasil e negociar a questão junto ao governo da Jordânia. No Brasil, eles receberão o apoio de ONGs para ganhar a vida. "No Brasil, ninguém irá discriminá-los por sua fé, origem ou forma de vida. Mas é preciso informar sobre as dificuldades do mercado de trabalho e a realidade brasileira", disse o presidente do Conare e vice-ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto. O Acnur e o Conare têm a função de tentar evitar que os palestinos tenham problemas de adaptação no Brasil, como ocorreu com refugiados afegãos que vieram do Irã em 2001 e se estabeleceram em Porto Alegre. Devido a diferenças culturais muito grandes, a maior parte dos 25 refugiados voltou para o Afeganistão. "Entre os grupos vítimas do conflito no Iraque, os palestinos são os mais vulneráveis, já que literalmente não têm uma pátria e, em muitos casos, sequer documentos de viagem", afirma o representante do Acnur no Brasil, Luis Varese. O Conare e o Acnur precisam decidir nos próximos dias a cidade que receberá os palestinos. Os órgãos pretendem manter o grupo o mais próximo possível e pretende respeitar as qualificações de cada um. "Se houver maior aptidão rural de uns, eles irão para zonas rurais", diz Varese. O Acnur calcula que 15 mil palestinos ainda vivem no Iraque. Segundo a ONU, pelo menos 186 foram assassinados nos últimos anos. |
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