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ONU: Crise no Iraque eleva para 10 milhões total de refugiados | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O número de refugiados em todo o mundo aumentou pela primeira vez em cinco anos, em grande parte por causa da violência no Iraque, de acordo com relatório "Tendências Globais 2006", do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) divulgado nesta terça-feira. O número total de refugiados sob a responsabilidade da Acnur aumentou em mais de 14% no ano passado para 9,9 milhões, disse a organização. No final de 2005, o número registrado foi de 8,7 milhões. No final de 2006, até 1,5 milhão de iraquianos buscaram refúgio em outros países, principalmente na Síria e na Jordânia. Além do conflito no Iraque, conflitos no Líbano, Timor Leste, Sudão e Sri Lanka são considerados a causa do aumento do número de refugiados. Os dados divulgados pelo Acnur não incluem cerca de 4,3 milhões de palestinos que tiveram que deixar suas casas por causa do conflito com Israel. Os refugiados palestinos na Jordânia, Líbano, Síria e Territórios Ocupados estão sob a jurisdição de outra agência, específica para eles. Se os dados das duas organizações for somado, o número de refugiados supera os 14 milhões. "Pela primeira vez desde 2002, uma tendência à diminuição dos números globais foi revertida", disse o relatório do comissariado. O grupo mais numeroso de refugiados ainda vivendo no exterior é de 2,1 milhões de afegãos. Em segundo lugar estão os iraquianos. Entre outros grupos grandes estão sudaneses (686 mil), somalianos (460 mil), da República Democrática do Congo e Burundi (cerca de 400 mil pessoas de cada país). O Alto Comissário da ONU para Refugiados, Antonio Guterres, disse que sua organização precisa trabalhar duro para se adaptar ao aumento do número de refugiados. "Na medida em que o número dos desenraizados por perseguição, intolerância e violência em todo o mundo aumenta, nós precisamos enfrentar os desafios e exigências de um mundo em transformação", afirmou. "Nós somos parte da resposta coletiva do sistema da ONU e da comunidade humanitária em geral à situação penosa dos deslocados internos ("refugiados" dentro de seus próprios países)." Mas o papel de sua organização enfrenta limitações quando lida com conflitos como o da região de Darfur, no Sudão. O relatório do Acnur também revelou que o número de pessoas deslocadas internamente em seus países dobrou no ano passado, alcançando quase 24,5 milhões de pessoas - a ONU só consegue atender 13 milhões. Aqui o conflito no Iraque é tido como um dos principais fatores do aumento. Acredita-se que cerca de 2,3 milhões de iraquianos teriam deixado suas casas para fugir da violência dentro de seu próprio país, de acordo com os mais recentes dados do Acnur, mas que não foram incluídos neste relatório. Cerca de 32,9 milhões de pessoas são classificadas no relatório como "pessoas que despertam preocupação" - uma categoria que inclui os que voltaram para suas casas, os apátridas e os deslocados dentro de seu próprio país. Este número aumentou em 56% em relação ao do ano anterior. |
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