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Iraque entra em estado de alerta após ataque a templo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um ataque ao templo de Al-Askari, um dos locais mais sagrados do mundo para os muçulmanos xiitas, na cidade iraquiana de Samarra, colocou o país imediatamente em estado de alerta nacional. Reforços da polícia iraquiana e soldados americanos foram enviados às pressas para Samarra, onde foi imposto o toque de recolher logo depois de a poeira se acumular em cima do templo, depois da explosão. Em Bagdá, o primeiro-ministro Nouri Maliki fez reuniões de emergência com seus chefes de segurança, além de se reunir com o embaixador americano e comandante das forças multinacionais no Iraque. O gabinete do primeiro-ministro anunciou o toque de recolher em Bagdá. Também foi instaurado o estado de emergência em outro grande centro xiita, Najaf, ao sul de Bagdá. Represália Milicianos xiitas, que foram responsabilizados por uma onda de represálias sectárias depois do ataque de 22 de fevereiro de 2006 em Samarra, estariam nas ruas em muitas partes de Bagdá. Alto-falantes em mesquitas no bairro Cidade Sadr - o subúrbio no leste de Bagdá onde a milícia Exército Mehdi é forte - começaram a transmitir cânticos de "Allahu Akbar!" - "Deus é Grande", em tradução livre. O líder do movimento, o clérigo Moqtada Sadr, pediu três dias de luto, moderação e pediu também para que todos permanecessem calmos. O aiatolá Ali Sistani, considerado o líder religioso mais importante entre os muçulmanos xiitas, também pediu calma.
Mas pedidos semelhantes feitos logo depois dos ataques a Samarra em 2006 não pararam a onda de assassinatos sectários em represália à comunidade sunita. O grupo Exército Mehdi foi responsabilizado por boa parte destes ataques. Primeiro ataque O primeiro ataque a Samarra foi um divisor de águas na crise iraquiana, desencadeando uma espiral de violência que tirou as vidas de milhares de pessoas entre sunitas e xiitas, e provou ser quase impossível de reprimir. Apesar de todas as precauções e os pedidos de moderação, já está se prevendo que este último ataque possa piorar ainda mais a situação. "Mesmo que Moqtada Sadr apareça acenando uma cópia do Corão, existe 90% de certeza de que vai haver violência", disse um xiita de Bagdá. O nível das forças americanas no Iraque deve alcançar o máximo nos próximos dias, visando estabilizar a capital e outras áreas problemáticas antes de uma eventual retirada dos soldados de coalizão. Horas depois das explosões em Samarra surgiram informações não confirmadas de que uma mesquita sunita no leste de Bagdá foi incendiada, e um bairro sunita no oeste da capital teria sido atacado por milicianos xiitas. |
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