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Papa recebe documento de bispos latino-americanos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O papa Bento 16 recebeu nesta segunda-feira no Vaticano o documento elaborado por bispos latino-americanos em Aparecida, no mês passado, durante a 5° Conferência Geral do Episcopado Latino Americano e do Caribe. O texto – de 118 páginas divididas em dez capítulos – vai passar pela avaliação do pontífice e de seus colaboradores para depois ser divulgado oficialmente. O documento será uma espécie de programa para o clero da América Latina, que tem como objetivo realizar uma nova evangelização no continente para recuperar espaço e fiéis perdidos para outras religiões. Bento 16 recebeu o documento no Palácio Apostólico do Vaticano das mãos do cardeal D. Geraldo Majella Agnelo, arcebispo de Salvador, do cardeal Giovanni Battista Re, prefeito da congregação para os bispos, e do cardeal D. Francisco Errazuriz Ossa, arcebispo de Santiago do Chile. Lembranças do Brasil Na reunião, o papa recordou as etapas de sua viagem ao Brasil que aconteceu em Aparecida no mês passado. "O papa demonstrou imensa satisfação com a viagem e disse que sentiu uma grande alegria. Ele fez comentários sobre cada etapa e lugar de sua visita, sempre em sentido positivo", disse D. Geraldo à BBC Brasil. Os três bispos que se reuniram com Bento 16 foram os presidentes da 5° Conferencia dos bispos da América Latina e do Caribe que ocorreu em Aparecida, em São Paulo, de 13 a 31 de maio e que foi inaugurada pelo papa. Segundo D. Geraldo, o papa gostou muito do encontro com os jovens. "Ele ficou impressionado com a animação dos jovens e com os depoimentos que ouviu", disse. "Ele disse que ficou comovido com a visita que fez à Fazenda Esperança e guarda boas recordações do encontro com os bispos brasileiros na catedral da Sé e naturalmente com o episcopado latino-americano." Poucas mudanças Antes de ser publicado oficialmente, o documento final da Conferência vai passar pelo aval da Cúria Romana. Todos os chefes das congregações vão examiná-lo e fazer observações. "O texto não deve ser muito modificado porque o papa foi informado durante os trabalhos e demonstrou confiança total. Agora vai passar pelo aval dos assessores do pontífice e será divulgado daqui a um mês." "O ponto mais importante do documento é a necessidade de voltar a formar a consciência de comunidade, que se perdeu na sociedade moderna por causa do individualismo, do consumismo e do relativismo", disse o cardeal brasileiro. Na avaliação do cardeal a formação de políticos e legisladores católicos é outro ponto importante do documento. "A política deve ser tida como uma vocação, não a procura de um emprego. Neste sentido, a comunidade deve preparar seus membros para participarem da política, coisa que é prioritária e que a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) já está fazendo há algum tempo." |
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