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Atualizado às: 14 de maio, 2007 - 08h37 GMT (05h37 Brasília)
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Crítica a machismo não abre caminho para ordenação de freiras, diz bispo

Freira rezando em Aparecida do Norte
Mulheres trabalham mais pela Igreja, reconheceu bispo
O ataque que o papa Bento 16 fez ao machismo na América Latina foi um reconhecimento de que a Igreja Católica tem uma "dívida" com as mulheres, mas não deve abrir o diálogo sobre a ordenação feminina, disse o bispo de Catanduva (SP), Antonio Celso de Queirós.

"As mulheres trabalham muito mais pela Igreja do que os homens, que custam a reconhecer o verdadeiro lugar da mulher na Igreja", afirmou Queirós, que é também vice-presidente da CNBB (Congregação Nacional de Bispos do Brasil), durante entrevista coletiva após o discurso de Bento 16 na abertura da 5ª Conferência do Episcopado da América Latina e do Caribe.

Queirós indicou, porém, que o debate sobre a ordenação religiosa de mulheres não deve ser aberto tão cedo na cúpula da Igreja.

"Nós sabemos que o diálogo sobre a possível ordenação da mulher está fechado, o que não significa que talvez não possa se abrir um dia", afirmou o vice-presidente da CNBB.

O bispo também refutou sugestões de que a condenação do engajamento político da Igreja fosse um recado aos bispos latino-americanos.

"O papa, como chefe do colégio episcopal, quis pontuar os aspectos mais importantes e atuais da evangelização. Eu acho que não houve nada nesta visita do papa que possa ser interpretado como uma espécie de 'puxão de orelha' na América Latina", disse Queirós.

"Muito do que ele falou pode ser tido como um beijo na América Latina."

Cristãos 'comprometidos'

Segundo o bispo, embora tenha advertido contra a associação entre Igreja e política, Bento 16 deixou claro que espera um maior engajamento de cristãos na política latino-americana ao apontar a política como “campo privilegiado” para reverter as atuais estruturas sociais.

"É necessário atingir as estruturas, e quem defende as estruturas em última análise é o poder político. Nesse sentido foi um alerta sobre a ausência de cristãos realmente comprometidos na luta política do país."

"A gente conta nos dedos aqueles realmente comprometidos, que estão dispostos a sacrificar coisas da sua carreira política em defesa do povo e em defesa até de uma visão mais ética e até religiosa da sociedade", acrescentou.

Para o bispo, Bento 16 deixou claro que compete à Igreja “formar os políticos para que o cristão político seja o promotor dessas estruturas mais justas e adequadas, para que os políticos saiam desse mundo tenebroso da corrupção e das injustiças sociais e de interesse simplesmente político-partidário”.

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