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Perfil: Robert Zoellick | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Com ampla experiência em cargos de alto escalão, o advogado e ex-diplomata Robert Zoellick, de 53 anos, é conhecido por ser um duro negociador. O novo indicado pelo presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, para a Presidência do Banco Mundial (Bird) já foi representante de Comércio e vice-secretário de Estado, abaixo apenas de Condoleezza Rice. No Brasil, Zoellick já foi chamado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva – durante a campanha eleitoral de 2002 – de "sub do sub do sub", depois que o americano disse que, se ficasse de fora da Alca (Área de Livre Comércio das Américas), o Brasil teria de se limitar a fazer comércio com a Antártida. Zoellick acabou se tornando um dos principais diplomatas americanos a negociar com o Itamaraty a Rodada Doha, de liberalização do comércio global. Em 2005, durante a disputa entre americanos e brasileiros por conta de subsídios americanos sobre o algodão, Zoellick chegou a afirmar que o Brasil poderia sofrer retaliações caso o governo reivindicasse junto à Organização Mundial do Comércio (OMC) o direito de impor sanções a Washington. Neste período, os Estados Unidos assinaram acordos comerciais com o Chile e outras seis nações, do Caribe e da América Central. Ele também fechou tratados semelhantes com Austrália, Cingapura e Marrocos, mostrando que, sem a Alca, Washington não hesitaria em fechar acordos bilaterais com diversos países. "Sem charme" Após deixar o cargo de representante do Comércio, Zoellick passou quase 18 meses como número dois de Condoleezza Rice, na secretaria de Estado. Quando ele saiu do governo Bush, em junho do ano passado, para assumir um cargo no banco de investimentos Goldman Sachs, Rice disse que Zoellick era seu "alter ego", elogiando sua "ética incansável de trabalho" e dizendo que seus esforços fizeram os Estados Unidos "mais fortes e mais seguros". Segundo o correspondente da BBC Simon Atkinson, uma fonte de Washington descreveu Zoellick como "sem charme e dado a discursos fortes", mas afirmou que o ex-representante comercial americano "suavizou-se na medida em que foi subindo na vida política".
Outras fontes disseram à BBC que ele possui uma série de características que devem ajudá-lo em seu novo emprego. Talvez a mais importante delas é – após a crise que derrubou Paul Wolfowitz no Banco Mundial – sua aversão a qualquer tipo de escândalo. Sua experiência no governo faz dele "uma pessoa conhecida" do presidente Bush, para quem Zoellick fez campanha "agressiva" em 2000 e a quem sempre foi leal, diz outra fonte. Zoellick também foi vice-chefe de gabinete de George H. W. Bush, pai do atual presidente. Sudão e China Zoellick tem boa reputação internacional e boas relações com pessoas importantes na economia global, o que o capacita para presidir o Banco Mundial. Nos seis anos que trabalhou no governo Bush, ele liderou negociações com o Sudão sobre a violência em Darfur e conduziu contatos entre Estados Unidos e China – dois temas que fizeram com que ele ganhasse respeito. Outro aspecto importante de Zoellick é que ele não tem nenhum envolvimento direto com a questão no Iraque, um tema que continua sendo o calcanhar de Aquiles da política externa americana. Conhecido por ser entusiasta do mercado livre e um internacionalista com ampla rede de contatos, o advogado formado em Harvard foi responsável pelas negociações que trouxeram China e Taiwan para a Organização Mundial do Comércio. Antes da indicação de Zoellick, houve pressão internacional para que Bush indicasse algum cidadão de outro país. O nome do premiê Tony Blair, que está deixando o governo britânico, chegou a ser cogitado. Mas Bush insistiu em indicar um americano para o Banco Mundial, uma decisão que repercutiu bem nos Estados Unidos, de acordo com o correspondente da BBC Simon Atkinson. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Bush indica Robert Zoellick para Banco Mundial30 de maio, 2007 | Notícias Wolfowitz culpa a mídia por sua saída do Bird28 maio, 2007 | BBC Report Perfil: Paul Wolfowitz18 maio, 2007 | BBC Report Análise: Wolfowitz pagou preço por erro de cálculo18 maio, 2007 | BBC Report Presidente do Banco Mundial anuncia renúncia após escândalo17 maio, 2007 | BBC Report Zoellick adverte Brasil contra retaliação07 de outubro, 2005 | Economia LINKS EXTERNOS A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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