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Partido suíço quer proibir torres em mesquitas do país | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O maior partido de direita da Suíça, o Partido Popular Suíço, lançou uma campanha para proibir a construção de minaretes, as torres de mesquitas. A sigla está colhendo assinaturas para um referendo que, pelo sistema suíço de democracia direta, poderia tornar obrigatória a medida. O partido alega que os minaretes não são necessários e seriam apenas um símbolo de uma ordem islâmica que seria incompatível com o sistema legal da Suíça. "Não temos nada contra os muçulmanos, apenas não queremos minaretes. O minarete é símbolo de um islamismo político e agressivo. No minuto em que houver minaretes na Europa, significa que o islamismo terá tomado conta", diz o porta-voz do partido, Oskar Freysinger. "Aqui, temos nossas leis civis. Proibir os minaretes seria um sinal claro de que nossas leis européias, nossas leis suíças, devem ser aceitas." Choque A discussão chocou os cerca de 350 mil muçulmanos que vivem no país, muitos dos quais vêm defendendo mais liberdade religiosa. O secular Estado suíço garante liberdade de credo para todos, mas, na prática, as mesquitas na Suíça ocupam locais sem destaque, como fábricas e galpões desativados, diferentemente do que acontece com os templos de outras religiões. Em todo o país, há apenas dois pequenos minaretes, um em Zurique e outro em Genebra. Nenhum deles têm autorização para ser usados para chamar os fiéis para orações – a função principal das torres. Na capital, Berna, a maior mesquita ocupa o espaço de um antigo estacionamento subterrâneo. Projetos de construção de novos minaretes estão paralisados em pequenas localidades suíças, porque nenhuma autoridade quer se arriscar entrando no imbróglio. "Estamos muito desapontados. Eles parecem pensar que todos nós somos criminosos ou terroristas", disse Mutalip Karaademi, um muçulmano de origem albanesa cuja proposta de construção de um minarete de cinco metros de altura foi autorizada e, em seguida, proibida na pequena Langenthal, nas proximidades de Berna.
"Apenas queríamos melhorar um pouco a nossa mesquita, com esse pequeno minarete e uma sala de chá. Na verdade, pensamos que ela poderia promover o diálogo." As autoridades suíças temem que a proibição dos minaretes gere rancor e fomente a militância entre os muçulmanos do país e vêem como indesejável uma possível erosão das relações entre a suíça e o mundo árabe. "Creio que suíços muçulmanos ficarão aborrecidos e amargos em relação a isso. E sabemos que raiva e rancor em uma comunidade podem levar à radicalização, até à militância", disse o professor de Estudos Islâmicos da Universidade de Berna, Reinhard Schulze. |
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