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Maioria em 27 países vê causa política em tensão Islã-Ocidente | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A maioria das pessoas de 27 países - incluindo o Brasil - acredita que as tensões entre o ocidente e o mundo islâmico têm origem em conflitos relacionados ao poder político e interesses e não em diferenças entre religião e cultura, segundo uma pesquisa encomendada pelo Serviço Mundial da BBC. Entre as 28 mil pessoas ouvidas, 52% afirmam que as tensões são geradas pelo conflito de interesses enquanto 29% afirmam que diferenças religiosas e culturais são a principal causa. A pesquisa também revelou que enquanto 26% acreditam que diferenças fundamentais nas culturas são o principal fator gerador de tensões, 58% afirmam que minorias intolerantes estão causando os conflitos. Para 39% do total, essas minorias existem nos dois lados. A idéia de que o conflito violento é inevitável entre islâmicos e o ocidente é rejeitada da mesma forma por muçulmanos, não-muçulmanos e ocidentais: 56% acreditam que é possível "um entendimento" e 28% acreditam no conflito violento e inevitável. Intolerância A pesquisa foi realizada entre novembro de 2006 e janeiro de 2007 e conduzida pela empresa de pesquisas GlobeScan, com o Programa sobre Atitudes Políticas Internacionais (PIPA, na sigla em inglês) da Universidade de Maryland. "Talvez a descoberta mais forte seja de que muitas pessoas em todo o mundo culpam minorias intolerantes em ambos os lados pelas tensões entre o islamismo e o ocidente", disse Doug Miller, presidente da GlobeScan. A opinião de que o conflito entre o ocidente e o islamismo é inevitável é, de certa forma, mais comum entre muçulmanos (35%) do que entre cristãos (27%) ou outras religiões (27%). Mas, entre os 5 mil muçulmanos ouvidos, 52% afirmam que o entendimento é possível. Esta opinião é majoritária no Líbano (68%) e Egito (54%), e bastante expressiva em países como Turquia (49%) e Emirados Árabes Unidos (47%). Brasil e EUA No Brasil a pesquisa foi feita em Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo, numa fatia de 17,8% da população. A maioria dos brasileiros (60%) acredita que o entendimento entre islamismo e ocidente é possível, quase o dobro daqueles que acham que o "conflito violento é inevitável" (31%). Mas, enquanto 42% acreditam que as tensões são produto de "conflitos de interesses e relacionados a poder político", 28% responsabilizam diferenças culturais e religiosas. Nos Estados Unidos, 64% acham que os dois lados podem chegar a um entendimento e apenas 31% acreditam que o conflito é inevitável. Quase metade dos americanos (49%) acha que as tensões entre o ocidente e o islamismo resultam de conflitos pelo poder político e de interesses. Mas um número significativo (38%) culpa "diferenças de religião e cultura" pela tensão. Quando perguntados se diferenças fundamentais ou intolerância de minorias eram a causa das tensões, cerca de 73% dos americanos culpam as minorias: 54% atribuem às minorias intolerantes nos dois lados, 12% às minorias intolerantes muçulmanas e 7% às ocidentais. Apenas 17% afirmaram que "diferenças fundamentais" são responsáveis. |
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