BBCBrasil.com
70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
Atualizado às: 27 de novembro, 2006 - 10h14 GMT (08h14 Brasília)
Envie por e-mailVersão para impressão
Papa vai à Turquia em busca de reconciliação com muçulmanos

Cartazes em Istambul protestam contra visita do Papa à Turquia
Diversos protestos contra a visita têm sido realizados na Turquia
O papa Bento 16 chegará à Turquia nesta terça-feira para tentar reatar o diálogo com o mundo muçulmano, estremecido depois de um polêmico discurso feito na Alemanha que ofendeu parte da comunidade islâmica mundial.

Segundo o Vaticano, o papa "deseja mandar uma mensagem de amizade ao mundo muçulmano". O papa chegará a Ancara dois dias depois que cerca de 20 mil muçulmanos participaram de uma manifestação nas ruas de Istambul, para protestar contra a sua visita ao país.

Apesar dos vários protestos, o Vaticano diz que a segurança do papa não está ameaçada. "O clima não é particularmente tenso e não se deve temer pela vida do papa”, disse um porta-voz à BBC Brasil.

Manifestações

Essa será a quinta viagem ao exterior de Bento 16 e a primeira a um país de maioria muçulmana.

A manifestação de domingo foi a mais recente das várias realizadas nos últimos meses na Turquia contra a sua visita. Vários muçulmanos exigem desculpas do papa por causa de um discurso feito na Alemanha em setembro, que provocou violentas reações no mundo islâmico por ser considerado ofensivo à religião de Maomé.

Por duas vezes o papa explicou publicamente que suas palavras foram mal-interpretadas. Ele também encontrou-se com representantes do mundo muçulmano para reafirmar sua intenção de dialogar.

Mas o chefe da igreja católica não pediu desculpas, conforme queriam alguns líderes islâmicos, entre eles o chefe da igreja turca.

Por isso, esta missão do papa está sendo considerada delicada e perigosa.

Segurança

Mas o Vaticano acredita que não há ameaças à segurança do pontífice, conforme diz seu novo porta-voz, padre Federico Lombardi.

Segundo Lombardi, as manifestações na Turquia são minoritárias em um país de 70 milhões de habitantes. "O clima não é particularmente tenso e não se deve temer pela vida do papa”, disse Lombardi à BBC Brasil.

A polícia e o exército turcos vão conseguir manter a ordem, na opinião do vaticanista Luigi Accatoli.

Segundo o vaticanista, eles conhecem bem os grupos extremistas e são muito bem preparados.

Reaproximação

A viagem estava programada havia muito tempo. É um convite de Bartolomeu I, de religião ortodoxa, que é patriarca ecumênico de Constantinopla, a atual Istambul.

A reaproximação com os ortodoxos é uma prioridade do pontificado de Bento 16.

Mas o incidente provocado pelo discurso na Alemanha colocou o diálogo com o Islã em maior evidência.

"Esta viagem tem três dimensões", diz Lombardi. "O encontro com o povo turco e com o Islã, porque o papa deseja mandar uma mensagem de amizade ao mundo muçulmano. Depois, o encontro com os representantes da ortodoxia e com as comunidades católicas presentes na Turquia."

Os católicos são minoria na Turquia, com apenas 40 mil fiéis.

Segundo eles, seus direitos e liberdade não são respeitados no país.

A igreja católica não é reconhecida oficialmente. Este será um dos temas que o papa deverá abordar durante sua viagem.

NOTÍCIAS RELACIONADAS
Vaticano reafirma apoio ao celibato clerical
16 de novembro, 2006 | Notícias
Vaticano confirma viagem do papa à Turquia
16 de outubro, 2006 | Notícias
Papa manifesta 'profundo respeito' a muçulmanos
25 de setembro, 2006 | Notícias
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Envie por e-mailVersão para impressão
Tempo|Sobre a BBC|Expediente|Newsletter
BBC Copyright Logo^^ Início da página
Primeira Página|Ciência & Saúde|Cultura & Entretenimento|Vídeo & Áudio|Fotos|Especial|Interatividade|Aprenda inglês
BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
Ajuda|Fale com a gente|Notícias em 32 línguas|Privacidade