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Papa vai à Turquia em busca de reconciliação com muçulmanos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O papa Bento 16 chegará à Turquia nesta terça-feira para tentar reatar o diálogo com o mundo muçulmano, estremecido depois de um polêmico discurso feito na Alemanha que ofendeu parte da comunidade islâmica mundial. Segundo o Vaticano, o papa "deseja mandar uma mensagem de amizade ao mundo muçulmano". O papa chegará a Ancara dois dias depois que cerca de 20 mil muçulmanos participaram de uma manifestação nas ruas de Istambul, para protestar contra a sua visita ao país. Apesar dos vários protestos, o Vaticano diz que a segurança do papa não está ameaçada. "O clima não é particularmente tenso e não se deve temer pela vida do papa”, disse um porta-voz à BBC Brasil. Manifestações Essa será a quinta viagem ao exterior de Bento 16 e a primeira a um país de maioria muçulmana. A manifestação de domingo foi a mais recente das várias realizadas nos últimos meses na Turquia contra a sua visita. Vários muçulmanos exigem desculpas do papa por causa de um discurso feito na Alemanha em setembro, que provocou violentas reações no mundo islâmico por ser considerado ofensivo à religião de Maomé. Por duas vezes o papa explicou publicamente que suas palavras foram mal-interpretadas. Ele também encontrou-se com representantes do mundo muçulmano para reafirmar sua intenção de dialogar. Mas o chefe da igreja católica não pediu desculpas, conforme queriam alguns líderes islâmicos, entre eles o chefe da igreja turca. Por isso, esta missão do papa está sendo considerada delicada e perigosa. Segurança Mas o Vaticano acredita que não há ameaças à segurança do pontífice, conforme diz seu novo porta-voz, padre Federico Lombardi. Segundo Lombardi, as manifestações na Turquia são minoritárias em um país de 70 milhões de habitantes. "O clima não é particularmente tenso e não se deve temer pela vida do papa”, disse Lombardi à BBC Brasil. A polícia e o exército turcos vão conseguir manter a ordem, na opinião do vaticanista Luigi Accatoli. Segundo o vaticanista, eles conhecem bem os grupos extremistas e são muito bem preparados. Reaproximação A viagem estava programada havia muito tempo. É um convite de Bartolomeu I, de religião ortodoxa, que é patriarca ecumênico de Constantinopla, a atual Istambul. A reaproximação com os ortodoxos é uma prioridade do pontificado de Bento 16. Mas o incidente provocado pelo discurso na Alemanha colocou o diálogo com o Islã em maior evidência. "Esta viagem tem três dimensões", diz Lombardi. "O encontro com o povo turco e com o Islã, porque o papa deseja mandar uma mensagem de amizade ao mundo muçulmano. Depois, o encontro com os representantes da ortodoxia e com as comunidades católicas presentes na Turquia." Os católicos são minoria na Turquia, com apenas 40 mil fiéis. Segundo eles, seus direitos e liberdade não são respeitados no país. A igreja católica não é reconhecida oficialmente. Este será um dos temas que o papa deverá abordar durante sua viagem. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Igreja discute uso de preservativos contra Aids23 novembro, 2006 | BBC Report Vaticano reafirma apoio ao celibato clerical16 de novembro, 2006 | Notícias Vaticano entra no debate sobre uso do véu islâmico15 novembro, 2006 | BBC Report Vaticano confirma viagem do papa à Turquia16 de outubro, 2006 | Notícias Líderes muçulmanos perdoam papa por discurso polêmico14 de outubro, 2006 | Notícias Seqüestrador de avião turco se entrega à polícia03 de outubro, 2006 | Notícias Avião turco é seqüestrado e pousa na Itália03 de outubro, 2006 | Notícias Papa manifesta 'profundo respeito' a muçulmanos25 de setembro, 2006 | Notícias | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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