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Atualizado às: 03 de outubro, 2006 - 21h29 GMT (18h29 Brasília)
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Seqüestrador de avião turco se entrega à polícia
Avião seqüestrado
Avião da Turkish Airlines havia partido de Tirana rumo a Istambul
A polícia italiana está interrogando o homem que seqüestrou um avião da companhia Turkish Airlines. As outras 112 pessoas que estavam a bordo da aeronave também estão sendo interrogadas.

Todos os passageiros que estavam a bordo deixaram a aeronave nesta terça-feira na cidade italiana de Brindisi.

O seqüestrador se entregou depois de negociações com a polícia. As primeiras informações, indicando que havia dois seqüestradores a bordo, não foram confirmadas.

Também não está claro qual seria o motivo do seqüestro. Autoridades italianas disseram que o seqüestrador seria um turco que se converteu ao cristianismo, que não quer prestar serviço militar em seu país, que estaria procurando asilo na Itália e queria mandar uma mensagem ao papa.

O avião fazia o trajeto entre Tirana, na capital da Albânia, e a cidade turca de Istambul. O anúncio do seqüestro ocorreu no espaço aéreo da Grécia e a aeronave pousou em Brindisi. De acordo com a companhia aérea, nenhuma das pessoas a bordo ficou ferida.

A Força Aérea grega informou ter enviado quatro caças para interceptar o avião e forçar a aeronove a deixar o espaço aéreo da Grécia. Em seguida, a Força Aérea italiana designou dois caças para escoltar o avião até Brindisi.

Órgãos de imprensa gregos e turcos afirmam que o seqüestrador, ou os seqüestradores, protestava contra os planos do papa Bento 16 de visitar a Turquia.

Sem feridos

Uma autoridade do setor de defesa da Grécia que falou à Reuters afirmou que o avião entrou no espaço aéreo grego por volta 17h58 (11h58, horário de Brasília) e quatro caças gregos foram escoltar a aeronave.

A Força Aérea da Itália enviou em seguida dois F-16s para interceptar o avião, que teriam conseguido forçar a aterrissagem.

Candan Karlitekin, presidente do conselho de diretores da Turkish Airlines, afirmou que nenhum dos passageiros ficou ferido e, aparentemente, os passageiros não foram ameaçados.

Quando perguntado se o seqüestro era um protesto contra uma visita que o papa planeja fazer à Turquia, Karliteken disse ao canal de televisão turco NTV que: "A cabine foi informada que era um protesto desta natureza".

Recentemente, o papa causou revolta em setores da comunidade islâmica ao citar um imperador cristão medieval que descreveu ensinamentos do profeta Maomé como "maus e desumanos".

Concurso de beleza

Participantes de um concurso internacional de beleza, que estavam na Albânia, o Globe International 2006, estavam entre os passageiros, segundo um porta-voz do evento.

O porta-voz disse à BBC que a Miss Índia, a Miss Cingapura, a Miss Malásia e a Miss Filipinas estavam no vôo.

Um dos passageiros, um albanês, descreveu a confusão em um telefonema para um canal de televisão da Albânia.

"Não sabemos onde estamos. Ninguém fala nada", disse.

Ermir Hoxha, um jornalista que estava a bordo, descreveu em um telefonema um dos suspeitos do seqüestro para o canal de televisão para onde trabalha, o Top-Channel TV. Ele afirmou que não viu nenhuma arma.

"Nós percebemos que estava faltando algo quando vimos um homem usando calças de abrigo e um chapéu se dirigindo para a porta da cabine e parar lá, refletindo", disse.

Os passageiros foram servidos com suas refeições e, logo em seguida, receberam instruções para se dirigirem para as saídas de emergência.

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