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Atualizado às: 11 de maio, 2007 - 11h53 GMT (08h53 Brasília)
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AL precisa investir em serviços para crescer mais, diz McKinsey
Serviços geram mais empregos do que indústria, diz consultoria
O crescimento econômico "decepcionante" na América Latina é, em grande parte, consequência da fraca performance do setor de serviços na região.

A conclusão é de um relatório divulgado nesta semana pela consultoria McKinsey.

"Na América Latina, o setor de serviços representa uma grande fatia da economia, dado o seu nível de desenvolvimento, mas, mesmo assim, a produtividade é relativamente baixa", diz o texto.

O setor de serviços é, segundo a McKinsey, um dos motores do crescimento econômico de um país e cita o exemplo dos Estados Unidos, onde esta indústria foi responsável por 75% do aumento da produtividade nos anos 90.

O relatório cita ainda que os serviços também geram mais empregos do que a indústria manufatureira.

Entre 1997 e 2005, o setor de serviços contribuiu em 129% para a criação de novos postos no Brasil. Na indústria, a contribuição caiu 35%. Na agricultura, o valor foi de 6%.

Na Grã-Bretanha, no mesmo período, a contribuição dos serviços foi de 142% e nos Estados Unidos, 118%.

"Até a China, o 'chão de fábrica' do mundo, perdeu 15 milhões de empregos manufatureiros", cita o texto.

Prioridades

De acordo com a McKinsey, os serviços não estão entre as prioridades dos governos latino-americanos.

"As reformas para tornar o mercado de trabalho mais flexível e para cortar o custo dos negócios têm sido lentas", diz a consultoria.

O relatório sugere que algumas medidas sejam consideradas:

  • Continuar a privatizar e a criar instrumentos regulatórios;
  • Promover a concorrência;
  • Simplificar a abertura, fechamento ou a expansão de novos negócios;
  • Aumentar a mobilidade no mercado de trabalho;
  • Incentivar a concorrência
  • Resolver o problema da informalidade;
  • Rever a alta carga de impostos;
  • Incentivar a concorrência
  • Reforçar as regras fiscais e administrativas;
  • Abrir o mercado de capitais para pequenas empresas;
  • Eliminar os subsídios para a indústria manufatureira;
  • Assegurar um ambiente favorável para os negócios no setor de serviços.

Em relação às privatizações, o texto diz que os bancos estatais no Brasil correspondem a 37% dos ativos do sistema financeiro no país e a 40% dos empregos no setor, mas que têm apenas metade da produtividade dos bancos privados.

"Como resultado, o Brasil incorre em custos extra-bancários estimados em US$ 8 bilhões por ano."

Sobre a necessidade de tornar a abertura ou o fechamento de um negócio mais simples, a consultoria destaca que, no Brasil, são necessários 11 certificados diferentes para registrar uma propriedade.

O relatório cita também que, embora os custos de produzir um carro no Brasil e nos Estados Unidos seja comparáveis, os impostos do governo brasileiro correspondem a 30% de um veículo novo contra 7% dos impostos americanos.

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