|
Fitch põe Brasil a um passo do grau de investimento | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A agência de classificação de risco Fitch Ratings elevou a nota do Brasil nesta quinta-feira de BB para BB+, com perspectiva estável. A nova classificação coloca o Brasil a apenas um passo do grau de investimento. De acordo com a Fitch, a mudança reflete a melhora significativa das contas externas do país, reforçada pela política macroeconômica de cautela e a elevação da poupança doméstica. "A acumulação de reservas internacionais – de US$ 36 bilhões desde o início do ano – destaca a contínuo fortalecimento das contas externas e a resistência a choques externos", afirmou a diretora sênior da área de risco soberano da empresa, Shelly Shetty. O risco soberano mede o grau de risco nos papéis do governo e não de empresas de um país. Fundos de investimento A melhora na nota das agências de risco vinha sendo aguardada pelo governo brasileiro desde a revisão do PIB brasileiro, em março, que mostrou uma economia maior do que o conhecido anteriormente e consequentemente uma dívida menor em relação ao PIB. No mês passado, o ministro da Fazenda Guido Mantega fez uma visita aos escritórios da Fitch e outras agências, em Nova York, para tentar convencê-las que o Brasil merece a classificação de grau de investimento. O grau de investimento é importante porque atrai mais capital para o país, com um custo mais baixo. Vários fundos de investimentos internacionais são proibidos por lei de investir em países que não têm este aval das agências. Na América Latina, México e Chile já têm esta classificação. Para aumentar as chances de alcançar o grau de investimento no futuro, a agência diz que o Brasil precisa continuar com a política macroeconômica, mostrar que o país está preparado contra choques externos e reduzir mais rapidamente a dívida do governo, inclusive a parte doméstica da dívida. Na nota explicando o upgrade, a Fitch diz que estima que as reservas brasileiras devem chegar a US$ 130 bilhões no fim do ano, o equivalente a 150% da dívida externa com vencimento de curto prazo. A acumulação de reservas, de acordo com a agência, é em parte reflexo das elevadas taxas de juros do país, mas também resultado dos superávits na balança comercial e investimento estrangeiro direto. “Também promove um seguro contra um ambiente financeiro internacional menos favorável, embora isso tenha um custo, considerando a grande diferença de câmbio entre o real e o dólar”, diz o texto. Nas contas da Fitch, a proporção dívida/PIB deve ficar em 34% em 2007, dentro da média dos países classificados como BB e “modestamente” acima da média de 23% dos países classificados como BBB (classificação de investment grade). A agência destaca os bons resultados macroecônomicos, como inflação baixa, moeda valorizada e política fiscal compatível com o tamanho da dívida pública. A revisão do PIB reduziu a dívida geral do governo de 75% para 67% do PIB (os cálculos da agência são diferentes do governo). | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||