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Américas têm mais mulheres em altos cargos, diz OIT | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
As Américas são o continente com maior proporção de mulheres em posições de alta hierarquia, como legislativas e de gerência, de acordo com relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgado nesta quinta-feira. Na América do Norte, as mulheres ocupam 41% desses cargos, enquanto o percentual na América Latina e Caribe chega a 35%. O resultado é superior à média européia (30%) e mundial (28%). "O estágio de desenvolvimento econômico dos países não parece ter influência na determinação da porcentagem de mulheres em tais empregos", nota o estudo. "Muitos outros fatores, como leis e políticas de combate à discriminação, ajudam a explicar a variação." Entre 1995 e 2004, a proporção de mulheres em cargos legislativos e de gerência aumentou de 25,5% para 28,3% no mundo, afirma a pesquisa. 'Resultados divergentes' Os dados fazem parte do mais amplo estudo já realizado pela OIT sobre o tema da discriminação no trabalho, cujo combate tem demonstrado "resultados divergentes", nas palavras da organização. Se o acesso das mulheres a cargos de alta hierarquia tem melhorado nos últimos anos, "diferenças significativas entre a renda de homens e mulheres estão entre as desigualdades mais resistentes nos mercados de trabalho em todo o mundo". "Ainda que estas diferenças tenham diminuído em alguns lugares e estagnado em outros, mulheres continuam trabalhando, em média por salários médios menores que os pagos a homens." O Brasil, por um lado, parece ter avançado na redução da diferença de salário entre assalariados e assalariadas: o abismo de salários caiu de 39% para 13% entre 1994 e 2004. Mas o avanço, no mesmo período, foi menor entre trabalhadores por conta própria: a queda, no mesmo período, foi de 46% para 34%. Na Argentina, a comparação até piorou para mulheres. A renda total das argentinas caiu de 71% para 61% do equivalente pago a colegas do sexo masculino entre 1994 e 2004. Considerando-se apenas as assalariadas, a queda foi de 76% para 68%. Em outros países, como Venezuela e El Salvador, o abismo que separa os gêneros despencou, ou quase desapareceu. Mas a OIT afirma que, "em muitos casos em que as diferenças de salário diminuíram, foi essencialmente por um declínio nos salários pagos a homens, e não a um aumento na renda das mulheres". |
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