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Atualizado às: 08 de maio, 2007 - 18h39 GMT (15h39 Brasília)
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KLM é acusada de ajudar na fuga de nazistas
Adolf Eichmann
Muitos nazistas foram acolhidos na Argentina, incluindo Adolf Eichmann
A companhia aérea holandesa KLM está enfrentando pedidos de inquérito a respeito de informações de que teria ajudado criminosos de guerra nazistas a fugir para a Argentina depois da Segunda Guerra Mundial.

Segundo documentos encontrados por jornalistas holandeses, a KLM pediu à Suíça para deixar que alemães cruzassem a fronteira e voassem para a América do Sul sem os documentos necessários.

Os suspeitos de crimes de guerra, logo depois da Segunda Guerra Mundial, foram proibidos de deixar a Alemanha pelos Aliados.

A KLM reconhece que alguns de seus passageiros na época podem ter fugido da Justiça, mas nega que pediu para ajudar estas pessoas a escapar.

Um porta-voz da empresa aérea, Bart Koster, disse à BBC que a empresa não era responsável pela checagem do histórico de seus passageiros.

Parlamentares holandeses, historiadores e grupos judeus exigem uma investigação independente sobre as informações, que foram divulgadas pela primeira vez na semana passada. As exigências se devem principalmente à possibilidade de um membro da família real holandesa estar envolvido.

O príncipe Bernhard, pai da rainha Beatriz, era o diretor da KLM na época. O porta-voz da empresa afirma que a companhia aérea não vai fugir das acusações e quer cooperar com qualquer inquérito.

"Aprovamos o que quer que ajude a esclarecer o que possa ter acontecido", disse Koster.

Polêmica

A KLM nega as acusações e diz que apóia investigação
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Segundo os papéis descobertos na Suíça por documentaristas de um canal de televisão holandês, um representante local da KLM, chamado Frick, pediu à polícia de fronteira da Suíça, em 1948, permissão para que seus passageiros da Alemanha entrassem no país sem os documentos apropriados para que pudessem viajar para a Argentina.

Sander Rietveld, do programa Netwerk, disse que, apesar de o memorando da polícia de fronteira a respeito de Frick ter mostrado que seu pedido tinha sido recusado, muitos alemães conseguiram entrar na Suíça sem permissão.

"A questão é que (os documentos) mostram que a KLM se aproximou ativamente da polícia suíça", disse Rietveld ao jornal britânico The Times.

Mark Dierikx, um historiador da aviação no Instituto Holandês para a História, disse que outros documentos mostraram que muitos alemães pagaram caro para deixar o país e que a KLM estava "intensamente envolvida".

Koster disse que a KLM não tinha registros de um ex-funcionário de sobrenome Frick em seus arquivos e também não tinha provas de que sua diretoria sabia de qualquer coisa a respeito das acusações.

"Não temos qualquer tipo de informação de que nossa diretoria estava envolvida de forma ativa. Mas não podemos excluir (a possibilidade de) que representantes da KLM estivessem envolvidos localmente", disse o porta-voz.

Especialistas afirmam que é preciso fazer mais pesquisas na Europa e Argentina, pois nenhuma lista de passageiros dos vôos da KLM foi preservada.

A Argentina ficou famosa por acolher criminosos de guerra no país quando o presidente Juan Perón estava no poder, entre 1945 e 1955.

Mais de 150 nazistas foram acolhidos, incluindo Adolf Eichmann, que é considerado como um dos principais oficiais no planejamento do Holocausto.

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