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Empresas aéreas são investigadas por 'cartel' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Uma investigação de formação de cartel e fixação de preços para cargueiros aéreos chegou à Ásia nesta quarta-feira. A investigação começou na terça com buscas nos escritórios da British Airways, Lufthansa, SAS, Air France, KLM e Cargolux requisitadas pela Comissão Européia e pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Nesta quarta, buscas foram realizadas nos escritórios da Japan Airlines e de duas empresas coreanas. O caso pode ameaçar o recente crescimento no mercado de cargas aéreas, estimado em US$ 50 bilhões (cerca de R$106,8 bilhões) e que a fabricante de aviões Boeing acredita que vá continuar crescendo a uma taxa anual de 6,2% nas próximas duas décadas, de acordo com a agência Reuters. Risco de guerra O crescimento dos vôos de carga deve superar o de tráfego de passageiros e o crescimento da economia mundial. A Associação Internacional de Transporte Aéreo calcula, ainda de acordo com a Reuters, que 12% dos lucros do mercado de aviação mundial são provenientes de vôos de carga. As investigações são para verificar se as companhias aéreas fizeram acordos ilegais para limitar a competição em rotas européias e em outras partes do mundo. O cartel estaria funcionando desde 2000 e usaria várias taxas extras para ajudar a fixar preços, como a de combustível e a de medidas de segurança impostas após os ataques de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos (em que aviões seqüestrados foram usados). Taxas de risco de guerra, aplicadas depois da invasão do Iraque, em 2003, também estariam sendo usadas para esconder a prática de formação de cartel. Um comunicado da União Européia afirma que a UE "tem razões para acreditar que a empresas em questão podem ter violado um tratado que proíbe a prática de combinação de preços". |
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