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UE investe US$ 23 bi para tornar vôos mais seguros | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A União Européia anunciou nesta quinta-feira um plano de US$ 23 bilhões (cerca de R$ 50 bilhões) para modernizar seu sistema de controle de tráfego aéreo. Batizado de "Sesar", o projeto será implantado gradualmente entre 2007 e 2020, com o objetivo de tornar os vôos na Europa mais seguros, menos poluentes e mais fáceis de serem monitorados. Um consórcio incluindo governos, aeroportos, fabricantes de aviões e companhias aéreas está desenvolvendo o novo sistema, que deverá estar completo em 2020. A modernização do sistema, que incluirá a reorganização das rotas aéreas, é considerada vital para a Europa sustentar a duplicação do número de vôos nos próximos 15 anos, conforme indicam as previsões. Os recursos para o investimento virão do orçamento da área de pesquisa e ciência da UE e o projeto não precisa ser aprovado pelos governos. Perto de 200 mil empregos altamente qualificados deverão ser criados pelo projeto. Tecnologias defasadas Já como parte do plano, o vice-presidente da Comissão Européia, Jacques Barrot, disse que proporá nas próximas semanas que o escritório central da UE anexe ao corrente sistema de tráfego aéreo o Galileo, que é o programa de navegação por satélite da Europa. Segundo Barrot, a tecnologia Galileo "dará liberdade para as aeronaves seguirem rotas que são menos rígidas" e maior autonomia para aviões voando sobre lugares como a África, onde os controladores estão menos acostumados a direcionar os vôos. A indústria da aviação na Europa vem reclamando há muito tempo que, em uma era de comunicação via banda larga, a administração do tráfego aéreo ainda depende de tecnologias desenvolvidas 50 anos atrás, em alguns casos, enquanto o número de vôos tem mais que dobrado desde então. A comunicação dos controladores de tráfego ainda é feita por meio das congestionadas freqüências de rádio VHF e as rotas organizadas por equipamentos de navegação dos anos de 1950 que operam com base terrestre. "Virtualmente, nenhuma automação foi introduzida na gerência de tráfego aéreo, o que coloca uma forte pressão sobre os ombros dos controladores", diz um recente relatório da União Européia sobre a situação da indústria da aviação na Europa. |
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