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Atualizado às: 10 de maio, 2007 - 09h45 GMT (06h45 Brasília)
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Relação entre Blair e Brown foi marcada pela rivalidade
Tony Blair e Gordon Brown
Blair e Brown foram eleitos em 1983 para a Câmara dos Comuns
Embora tenham uma visão política similar, a relação entre o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, e o ministro da Economia, Gordon Brown, foi mais marcada por desavenças.

Blair e Brown encontraram-se pela primeira vez em junho de 1983, quando foram eleitos para a Câmara dos Comuns no Parlamento britânico.

Os dois dividiram um escritório, desenvolvendo uma relação que mudaria a direção do Partido Trabalhista.

Alguns colegas descreviam Blair como sendo o mais "afável" e Brown, o mais "estudioso".

Acordo

A morte do líder trabalhista John Smith, em maio de 1994, foi a virada na relação entre Blair e Brown.

Blair pedia a modernização do partido e era o favorito para vencer a eleição para a nova liderança da legenda à frente de Brown e outros candidatos.

Em 31 de maio daquele ano, Blair e Brown tiveram o famoso encontro no restaurante Granita, em Londres, onde Brown teria concordado em deixar o caminho livre para o colega.

Também teria sido acertado que um dia Blair renunciaria a favor de Brown – partidários de Blair, no entanto, disseram que tal acordo nunca existiu.

Com uma vitória histórica sobre John Prescott e Margaret Beckett, Tony Blair foi eleito líder do Partido Trabalhista em julho de 1994.

Rivalidade

A rivalidade entre Blair e Brown tornou-se um grande foco de atenção na Grã-Bretanha, embora as rixas raramente tenham se tornado públicas.

As discórdias ficaram na boca dos respectivos partidários, como Peter Mandelson e Alistair Campbell, do lado de Blair, e Charlie Whelan, por Brown.

À medida que os trabalhistas foram perdendo popularidade em seus três mandatos, aumentaram os rumores de que Brown estaria irritado com a recusa de Blair em definir a sua data de renúncia.

Tony Blair e Gordon Brown
Desavenças raramente foram mostradas em público

Algumas desavenças aprofundaram-se, como a entrada da Grã-Bretanha na zona do euro – defendida por Blair e criticada por Brown.

Em 2004, o vice-premiê britânico, John Prescott, disse que os ministros estavam discutindo sobre seus futuros caso Blair renunciasse.

Mas, ainda naquele ano, o primeiro-ministro afirmou que completaria o seu terceiro mandato.

Às vésperas das eleições em 2005, Blair e Brown não estariam mais conversando.

Em agosto de 2006, ao retornar de suas férias, o primeiro-ministro disse novamente que não daria uma data para a sua saída.

Um mês depois, surgiram relatos de um "encontro acrimonioso" entre Blair e Brown em que a sucessão foi discutida.

Após a reunião, oito membros do gabinete que pediam a renúncia do premiê se afastaram de seus cargos.

Aliados de Brown negaram que os pedidos de demissão seriam parte de um complô a favor do ministro da Economia.

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