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Atualizado às: 27 de abril, 2007 - 09h25 GMT (06h25 Brasília)
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Argentina quer México no Mercosul para 'suavizar' força do Brasil, diz jornal
Jornais
O presidente argentino, Nestor Kirchner, quer se aproximar do México para "suavizar" a liderança do Brasil na América Latina, diz matéria do diário argentino La Nación nesta sexta-feira.

Segundo o jornal, Kirchner disse na quinta que o bloco sul-americano "receberá de braços abertos" uma iniciativa mexicana de "se aproximar do Mercosul".

"Para o governo, aliar-se com o México é uma forma de suavizar a liderança regional do Brasil", diz a matéria.

"O curioso é que o convite público de Kirchner (ao México) tenha chegado horas antes de o presidente receber, na Casa Rosada (sede do poder argentino) o líder brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva."

Em matéria separada, o mesmo jornal diz que a agenda de Lula e Kirchner é "aberta". Entretanto, o presidente argentino deve aproveitar a ocasião para defender uma aproximação do Mercosul com a União Européia.

De acordo com o La Nación, a iniciativa será promovida por Kirchner em sintonia com o governo espanhol, interessado em alimentar a parceria. Mas, afirma a matéria, "o Brasil é um dos países mais relutantes a esta possibilidade".

"O governo de Lula da Silva mantém hoje ema ligação privilegiada com os Estados Unidos, país que não veria com bons olhos um avanço neste sentido."

"O significado político de um acordo (com a UE) não seria pequeno, sobretudo quando se leva em conta que o Mercosul rejeitou expressamente, na Cúpula das Américas, realizada em Mar del Plata em 2005, um acordo comercial semelhante a Alca."

Nova era no transporte

Dois grandes projetos ferroviários prometem abrir uma "nova era" para a rede brasileira de transportes, segundo matéria publicada nesta sexta-feira no jornal espanhol El País.

Trata-se da instalação, dentro de sete anos, de um trem de alta velocidade entre as cidades de Rio e São Paulo, o que relaxaria a pressão hoje existente sobre a ponte aérea que liga os aeroportos de Santos Dumont e Congonhas.

"O transporte por trem tem sido desde 1856 um sonho mil vezes acariciado no Brasil", diz o El País. "A ressurreição do trem no Brasil suporia um dos projetos económicos e industriais mais importantes dos últimos cem anos."

O jornal espanhol diz que "o trem entre Rio e São Paulo seria apenas o ponto de partida para outros projetos de linhas de alta velocidade entre outras principais cidades brasileiras, como São Paulo e Curitiba, ou Rio e Belo Horizonte".

O outro projeto, "ainda mais ambicioso", é a linha férrea entre os portos de Santos, em São Paulo, e de Antofagasta, no Chile, conectando os oceanos Atlântico e Pacífico e encurtando a via de produtos brasileiros aos mercados asiáticos.

Citando a imprensa brasileira, o El País diz que empresários chineses estariam interessados em investir no trecho de 4,3 mil quilômetros.

Jean Charles de Menezes

Matéria do jornal britânico The Guardian informa que um policial que desafiou o alto escalão da Scotland Yard no caso Jean Charles deixou a corporação antes do tempo, e pretende escrever um "livro explosivo" sobre sua experiência dentro da Polícia Metropolitana.

O subcomissário assistente Brian Paddick é gay aberto, já elogiou a anarquia, foi acusado de pegar leve no combate às drogas e "se tornou uma espécie de figura odiada em setores da imprensa direitista" por seu "liberalismo" e "estilo de vida", descreve o jornal.

No entanto, Paddick "entrou em colisão" com o comissário da Scotland Yard, Ian Blair, quando o acusou de esconder informações sobre o case Jean Charles de Menezes. A conduta do comissário está sendo investigada por uma comissão de queixas contra a polícia.

Ouvida pelo jornal, a família de Jean Charles disse que ser "terrível" que "alguém que tentou expor a verdade" sobre o caso "não possa permanecer na polícia".

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