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Centrista não vai apoiar ninguém no 2º turno na França | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O centrista François Bayrou, que obteve quase sete milhões de votos no primeiro turno das eleições presidenciais na França, declarou nesta quarta-feira que não irá apoiar nenhum dos dois finalistas que disputam o segundo turno: o candidato da direita, Nicolas Sarkozy, e a socialista Ségolène Royal. As declarações de Bayrou estavam sendo muito aguardadas no país. Seu eleitorado representa um elemento-chave no segundo turno das eleições presidenciais e vem sendo muito cobiçado pelos dois finalistas, que já adaptaram seus discursos para conquistar os votos dados ao centrista. Sarkozy e Ségolène chegaram até a telefonar para o candidato e prometer cargos no governo para membros do partido de Bayrou. O centrista diz não ter retornado as ligações dos dois finalistas. Bayrou preferiu não dar nenhuma orientação de voto aos seus eleitores para o segundo turno. E criticou fortemente hoje a personalidade do candidato da direita e o programa de governo da socialista. Novo partido "Sarkozy, muito próximo dos poderosos grupos empresariais e de imprensa, vai concentrar poderes como jamais foi visto. Ele vai ameaçar a democracia e aumentar a fratura social", disse Bayrou a centenas de jornalistas em uma coletiva em um luxuoso hotel parisiense. Para o centrista, Royal parece ter "melhores intenções em termos de democracia". Mas seu programa, que reforça o papel do Estado, "irá agravar os problemas econômicos da França", disse Bayrou. O centrista, apesar de derrotado, saiu fortalecido das urnas. Ele registrou uma ascensão vertiginosa durante essa campanha, obtendo pouco mais de 18% dos votos no primeiro turno, o triplo do conquistado nas eleições de 2002. Bayrou quer agora desfrutar dessa nova força política que conquistou. Ele anunciou nesta quarta a criação de um novo partido na França, o Partido Democrata, de centro, que já disputará as eleições legislativas na França em junho próximo. O partido será uma formação heterogênea, "realmente de centro", diz Bayrou, e reunirá partidários de centro-direita e de centro-esquerda, diz ele. A UDF, União pela Democracia Francesa, partido que Bayrou representou nessas eleições presidenciais, está tradicionalmente associada à direita na França. Em razão das posições do candidato, que criticou durante toda a campanha as divisões entre a direita e a esquerda e defendeu um governo de união nacional, várias personalidades da UDF, entre elas seu fundador, o ex-presidente Valéry Giscard d'Estaing, decidiram apoiar Nicolas Sarkozy nas eleições presidenciais. De acordo com uma pesquisa do instituto Sofres, divulgada nesta quarta-feira pelo jornal Le Figaro, 46% dos eleitores de Bayrou votariam em Ségolène Royal no segundo turno, contra 25% que votariam em Sarkozy. O restante não deu resposta sobre suas intenções de voto. No entanto, em outra pesquisa também divulgada nesta quarta-feira pelo instituto Ipsos, 39% dos eleitores de Bayrou votariam em Ségolène e 35% em Sarkozy (26% não responderam). |
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