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Cabral vai a NY 'aprender' lições de segurança com Giuliani | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, que está nos Estados Unidos, irá se encontrar nesta sexta-feira em Nova York com o ex-prefeito e presidenciável republicano Rudolph Giuliani. Cabral diz que vai a Nova York ''aprender'' com Giuliani sobre medidas de segurança que o ex-prefeito implantou durante a sua gestão. ''Tenho procurado experiências que deram certo no Brasil e no exterior. Quero aprender e entender qual experiência ele sugere.'' De acordo com o governador do Rio, a gestão de Giuliani em termos de combate ao crime ''foi um sucesso''. Tolerância zero Durante seu governo, o ex-prefeito de Nova York implantou uma política conhecida como ''tolerância zero'', que conseguiu reduzir consideravelmente os índices de criminalidade na cidade. Ele foi prefeito entre 1994 e 2002. Pouco antes da implantação do novo modelo, em 1990, o índice de homicídios na cidade chegou à cifra recorde de 2.262 em um ano. Mas em 2000, havia caído 70%. Os índices seguiram caindo mesmo após Giuliani entregar a prefeitura a seu sucessor, Michael Bloomberg, que adotou uma política similar. A "tolerância zero" reprimiu quaisquer formas de transgressão à lei, entre elas atravessar a rua fora da faixa, jogar lixo na rua ou pedir esmolas. A política também passou por uma significativa reestruturação, introduzindo conceitos de gerenciamento empresarial e de combate à burocracia e à corrupção. Exemplos internacionais Antes de buscar conselhos de Giuliani, Cabral esteve, há pouco mais de dois meses, na Colômbia, onde conta ter tido uma experiência produtiva sobre programas de segurança implantados em Bogotá e Medellín. ''A Colômbia tem problemas de segurança muito maiores do que os do Rio, devido ao tráfico de cocaína e à ação das Farc. Mas nos centros urbanos eles estão conseguindo enfrentar a guerra (contra o crime) com resultados produtivos.'' O modelo colombiano seria uma inspiração para o Rio, em especial no que diz respeito à intenção do governador de aumentar a integração das favelas cariocas à vida cotidiana da cidade. "A nossa visão de segurança é de integração, é de parceria com o governo federal. E, ao mesmo tempo, é de investimento em áreas que foram dominadas pelo crime, que precisam ser recuperadas com investimentos urbanos e sociais.'' Guetos As favelas, diz o governador, ''são verdadeiros guetos dentro das cidades'', que muitas vezes não podem ser acessados pela polícia, pelo corpo de bombeiros ou por ambulâncias. ''O Rio de Janeiro tem 6 milhões de habitantes. Nós temos 1,4 milhão de pessoas morando em favelas. O presidente Lula e o nosso governo estão elaborando um pacote de investimentos da ordem de US$ 600 milhões que atenderá um quarto dessa população num primeiro momento, e vamos fazer intervenções muito profundas.'' Cabral se diz otimista em relação ao início da participação das tropas do Exércio no combate à criminalidade no Rio, possivelmente já nas próximas semanas. Ele havia solicitado que a participação dos militares se desse antes da realização dos Jogos Pan Americanos, que acontecem entre 13 e 29 de julho deste ano. | NOTÍCIAS RELACIONADAS 'Clarín': Violência no Rio atingiu ponto 'infernal'20 abril, 2007 | BBC Report Imagens de tiroteio no Rio chocam jornais estrangeiros19 abril, 2007 | BBC Report No Rio, a morte chega cedo, diz 'The Washington Post'16 abril, 2007 | BBC Report 'Cidade Maravilhosa' busca ajuda do Exército, diz 'The Times'13 abril, 2007 | BBC Report Em vez de resolver, milícias complicam violência no Rio, diz Washington Post28 março, 2007 | BBC Report Entidade de bombeiros dos EUA faz críticas a Giuliani15 março, 2007 | BBC Report Em carta a Lula, Anistia cobra combate a causas da violência05 março, 2007 | BBC Report Ex-prefeito de NY entra na disputa pela Casa Branca06 de fevereiro, 2007 | Notícias | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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