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Em vez de resolver, milícias complicam violência no Rio, diz Washington Post | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Em vez de diminuir a violência, milícias que já controlam cerca de cem favelas no Rio de Janeiro apenas "complicam um conflito urbano que há décadas desafia as soluções", diz nesta quarta-feira o jornal Washington Post. Em matéria que merece chamada de página, o jornal diz que "as milícias alimentam a violência que tentam mitigar". "Embora as milícias afirmem que tornam os bairros mais seguros, a violência as acompanha. E as conexões que muitos grupos têm com a polícia e com círculos políticos dificulta extremamente o seu monitoramento e controle", diz o Post. A reportagem relata como soldados aposentados e de folga que engrossaram as milícias tiveram seu status melhorado aos olhos dos moradores da favela. Uma fonte ouvida pelo diário aponta o paradoxo de os mesmos policiais nunca serem respeitados quando trabalham para o Estado. Corrupção Uma matéria do diário espanhol El País destaca as denúncias de corrupção contra o recém-apontado ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, do Partido Republicano (PR). O correspondente do jornal lembra que Nascimento é acusado de compra de votos nas eleições passadas, quando venceu para o Senado, e de tentar atrair políticos para o seu próprio partido através da oferta de cargos públicos. "O que é certo é que o PR, um pequeno partido dominado pelas igrejas evangélicas e que decidiu apoiar o governo, passou a ter, em apenas cinco meses, de 25 a 45 deputados, sem que se tenha averiguado que tipo de fascínio pode exercer um partido pequeno", diz a matéria. O El País lembra ainda que denúncias de corrupção obrigaram o deputado Odílio Balbinotti a renunciar à pasta da Agricultura apenas 24h depois de ser apontado ministro. 'Realidade duradoura' Em reportagem de página inteira, o diário britânico The Independent diz que a contagem feita por Romário de seus próprios gols pode ser "fantasiosa", mas "a grandeza do atacante veterano é uma realidade duradoura". A matéria descreve a decisão de Romário, do Vasco, de não jogar nesta quarta-feira à noite contra o Americano, preferindo guardar para o domingo, contra o Botafogo, a oportunidade de marcar o que diz ser seu milésimo gol. O jornal diz que a contagem do atacante é "idiossincrática", e, para alguns, simplesmente "fraudulenta". Mas, questiona, "realmente interessa?" "Romário merece respeito, não desdém. Mesmo tirando todos os gols questionáveis de sua contagem, ele ainda marcou cerca de 750 em competições profissionais", afirma o texto. "Romário nunca esteve à altura dos maiores – Pelé, Diego Maradona, Johan Cruyff, Alfredo di Stefano, Ferenc Puskas, etc – mas como predador conheceu poucos iguais." |
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