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Imagens de tiroteio no Rio chocam jornais estrangeiros | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A transmissão televisiva de um tiroteio que resultou em 19 pessoas mortas no Rio de Janeiro deixou "chocados" jornais americanos que registraram o episódio nesta quinta-feira. Para o americano Washington Post, o fato de o tiroteio - que ocorreu na terça-feira no Morro da Mineira - ter sido registrado por câmeras de TV mostrou "vividamente" que a violência carioca não está restrita às favelas da cidade. "Há anos, gangues e a polícia travam batalhas nas favelas do Rio, mas a preocupação pública com a violência aumentou nos últimos meses, em grande parte por conta de casos de alta visibilidade", escreveram os repórteres do jornal. Na segunda-feira, um dia antes do massacre, o jornal publicou com grande destaque, em chamada de primeira página, uma reportagem com cinco fotos e dez histórias de vida diferentes relatando o efeito da violência sobre os moradores das favelas do Rio de Janeiro. Imagem chocante Nesta quinta-feira, o também americano Miami Herald nota que a violência ocorre às vésperas da visita do Papa Bento 16 ao Brasil, e da realização dos jogos Pan-Americanos, quando a cidade ocupará lugar central no noticiário mundial. Lançando mão de uma linguagem descritiva para dar cores ao que chamou de "uma imagem chocante", a matéria do Miami Herald afirma: "Gângsters com armas automáticas trocavam tiros com a polícia em plena luz do dia perto do centro da cidade. Pais usavam seus corpos para proteger suas crianças a caminho da escola. Passageiros em ônibus, presos no trânsito, se jogavam no chão enquanto balas penetravam as janelas." "A batalha diurna no Morro da Mineira foi mais impressionante porque proporcionou uma rara visão da guerrilha urbana que corre principalmente à noite em muitas das 600 favelas do Rio de Janeiro, onde a maior parte dos mais de 3 mil homicídios anuais ocorrem." A violência no Rio de Janeiro tem ocupado as páginas dos jornais desde que gangues levaram ataques contra a cidade às vésperas da posse do novo governador, Sérgio Cabral, em janeiro deste ano. Cerca de mil soldados de elite já foram enviados para combater a violência carioca. No ano passado, cerca de 6 mil pessoas foram mortas no Rio de Janeiro. Neste ano, mais de 750 pessoas morreram. |
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