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Atualizado às: 19 de janeiro, 2007 - 00h43 GMT (22h43 Brasília)
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Rio tenta reverter histórico de violência e populismo, diz Economist
Janela de delegacia atacada por grupos armados do Rio, em dezembro de 2006
Cabral teria 'quebrado tabu' ao pedir ajuda federal contra violência
O novo governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, está diante da oportunidade de reverter o histórico de violência, populismo e burocracia que tem afastado investidores do Estado, afirma a revista britânica The Economist na edição desta semana.

A revista vê um "um esforço determinado" por parte das novas autoridades em sanear as contas públicas deixadas no vermelho pelo governo anterior e controlar a criminalidade em "uma das cidades mais sangrentas das Américas".

Logo após a posse, Cabral, diz a Economist, "quebrou o tabu" de não pedir ajuda ao governo federal e optou por preencher cargos altos com "outsiders", "em vez de nomear aliados políticos".

No texto intitulado "Nova liderança para um ícone em crise", a revista diz que se o Rio tem uma economia do tamanho da venezuelana, como afirma o secretário de Fazenda, Joaquim Levy, o Estado também padece dos problemas enfrentados pelo país andino.

"Muitos brasileiros podem responder (a Levy) que a sua icônica ex-capital sofre das mesmas desgraças: uma economia distorcida pelo petróleo, crime galopante e uma história de governos irresponsáveis", diz a Economist.

Populismo

Para a revista, a violência "é apenas parte" do problema da cidade do Rio, que nunca teria se recuperado totalmente da perda do status de capital federal em 1960.

"Muitas das aflições nacionais do Brasil, como impostos incapacitantes e uma selva de burocracia, atingem seu ponto alto no Rio", afirma a Economist, que cita um relatório do Banco Mundial segundo o qual são necessários três meses para abrir uma empresa no Rio - mais tempo do que em qualquer outra grande cidade brasileira.

Para agravar a situação, diz a revista, quase todos os governadores do Rio desde a restauração da democracia nos anos 80 foram "populistas".

"Os últimos dois foram o par de protestantes evangélicos Anthony Garotinho e Rosinha Matheus, que administravam o Estado com a bíblia em uma mão e o talão de cheques na outra", diz a Economist.

Na avaliação da publicação britânica, se o novo governo conseguir criar um ambiente favorável aos negócios, como diz pretender fazer, o Rio "pode ter atingido um ponto de virada".

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