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Árabes pressionam Israel a aceitar plano saudita de paz | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Mesmo antes de sua abertura oficial, já estava claro qual seria o principal assunto a ser discutido na conferência da Liga Árabe, em Riad, capital da Arábia Saudita: a proposta árabe de paz no Oriente Médio, apresentada em 2002. O plano, proposto pela Arábia Saudita, prevê a normalização das relações de todos os países árabes com Israel em troca da retirada israelense dos territórios ocupados na Guerra dos Seis Dias, em 1967, e a criação de um Estado palestino. Recentemente, o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, sinalizou que o documento pode ser um ponto de partida para negociações de um processo de paz, mas a ministra do Exterior de Israel, Tzipi Livni, deixou claro que o país discorda de alguns pontos propostos, como, por exemplo, o que trata de "um retorno justo dos refugiados palestinos a suas terras". Antes do início da cúpula, o presidente palestino, Mahmoud Abbas, alertou que se a iniciativa árabe for destruída é possível que não haja outra oportunidade como esta no futuro. "A iniciativa simplesmente pede para Israel deixar os territórios ocupados e então eles vão viver em paz desde a Mauritânia, no oeste, até a Indonésia, no leste", afirmou Abbas.
Em uma entrevista publicada nesta quarta-feira no jornal britânico Daily Telegraph, o ministro do Exterior saudita, Saud al-Faisal, também pressionou o governo israelense a aceitar a proposta, dizendo que, caso contrário, o país ficaria "à mercê dos senhores da guerra". "O que estava ao nosso alcance para fazer no mundo árabe, nós achamos que fizemos. Portanto, agora depende do outro lado, porque se você quer paz, não é suficiente apenas um lado querer. Os dois lados precisam querer da mesma forma", disse Al-Faisal ao Daily Telegraph. Sauditas ativos Participam do encontro de dois dias, que começou às 12h30 (7h30, no horário de Brasília), 21 dos 22 integrantes da Liga Árabe - a Líbia está boicotando a reunião -, além do secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, e o chefe de política externa da União Européia, Javier Solana. Analistas prevêem que a cúpula não resulte em mudanças significativas, mas o fato de a Arábia Saudita, um dos países mais poderosos da região, estar trabalhando de forma mais ativa por melhoras vem atraindo grande interesse internacional a esta cúpula da Liga Árabe. O aumento da dedicação da Arábia Saudita para resolver os problemas da região é atribuído principalmente ao temor do país de um "levante xiita" no Oriente Médio, gerado pelo aumento de influência do Irã sobre seus vizinhos. Nesta terça-feira, a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, pediu aos países árabes que se esforcem para chegar a um acordo de paz com Israel. Rice fez o pedido em Jerusalém após três dias de encontros com líderes israelenses, palestinos e jordanianos para tentar retomar o processo de paz para o Oriente Médio proposto pelo chamado Quarteto - formado pela ONU, União Européia, Estados Unidos e Rússia. Um dos resultados das conversas foi o comprometimento do primeiro-ministro Olmert e do presidente palestino Abbas de se encontrar a cada duas semanas para discutir assuntos do dia-a-dia, como o movimento e o acesso de palestinos para dentro e fora de Gaza e a Cisjordânia ocupada, e questões de segurança, como o contrabando de armas e o lançamento de foguetes de Gaza. "Nós ainda não estamos em negociações finais", ressaltou Rice, na terça-feira. "Os palestinos têm de saber que seu Estado será viável. Os israelenses precisam saber que um futuro Estado palestino vai ser uma fonte de segurança e não uma ameaça." |
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