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Governo de Israel rejeita novo gabinete palestino | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo de Israel reiterou que não negociará com o novo governo palestino de união nacional, cujo gabinete foi aprovado em sessão especial do Parlamento palestino neste sábado. Miri Eisen, porta-voz do premiê israelense Ehud Olmert, acusou o gabinete - formado por integrantes dos grupos palestinos rivais Fatah e Hamas - de endossar o uso de ações "terroristas". Segundo Eisen, apesar da formação de um novo governo, a política palestina continua a mesma. "Nós temos um novo governo palestino, que não reconhecerá Israel, que não renunciará ao uso de atividades terroristas, que não aceitará nenhum dos acordos feitos anteriormente, e isso significa que o novo governo está seguindo as orientações do Hamas", afirmou Eisen. Estado palestino O primeiro-ministro palestino, Ismail Haniya, do Hamas, disse que a prioridade para o novo gabinete é a formação de um Estado palestino. "O governo afirma que a resistência, em todas as suas formas, incluindo a resistência popular à ocupação, é um direito legítimo do povo palestino", disse Haniya. "O nosso povo tem o direito de se defender contra a agressão israelense", afirmou. Mas Haniya também disse que o gabinete irá trabalhar para manter um cessar-fogo se Israel acabar com sua "ocupação". O correspondente da BBC Matthew Price disse que o discurso de Haniya provavelmente não será suficiente para convencer Israel. Mas afirma que é importante que um integrante do Hamas defenda a formação de um Estado palestino em terras ocupadas por Israel desde 1967. Isso, segundo Price, é visto por alguns como um reconhecimento implícito da existência de Israel. Embargo Logo depois da aprovação do novo gabinete, o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, fez um apelo para que a comunidade internacional reconheça o novo governo e suspenda o boicote econômico imposto no ano passado. "Este casamento de união nacional recebeu elogios do mundo árabe e da comunidade internacional, que nós esperamos ver transformados em passos práticos para acabar com este cerco", afirmou Abbas, neste sábado, na abertura de uma sessão especial do Parlamento palestino, convocada para aprovar o novo gabinete. A economia palestina foi muito prejudicada pelo embargo internacional, imposto depois que o Hamas venceu as eleições parlamentares em janeiro de 2006. O grupo rejeitou os apelos para reconhecer Israel e renunciar à violência. Agora, com a formação do novo governo, a União Européia e a Organização das Nações Unidas (ONU) já indicaram que poderão suspender as restrições econômicas. O governo da Noruega também afirmou que irá normalizar suas relações com o governo palestino. "O programa do governo de união nacional toma passos importantes no sentido de atender aos pedidos feitos pela comunidade internacional", disse o ministro do Exterior norueguês, Jonas Gahr Stoere. "Por isso, a Noruega irá retomar as relações políticas e econômicas com o governo palestino", afirmou. |
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