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Abbas pede fim de 'cerco' econômico a palestinos | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, fez um apelo para que a comunidade internacional reconheça o novo governo de união nacional e suspenda o boicote econômico imposto no ano passado. "Este casamento de união nacional recebeu elogios do mundo árabe e da comunidade internacional, que nós esperamos ver transformados em passos práticos para acabar com este cerco", afirmou Abbas, neste sábado, na abertura de uma sessão especial do Parlamento palestino, convocada para aprovar o novo gabinete. O novo quadro de ministros faz parte de um acordo fechado entre as facções palestinas Hamas e Fatah há algumas semanas, e é composto por membros dos dois grupos e de partidos menores, além de políticos independentes. A União Européia e a Organização das Nações Unidas (ONU) já deram sinais de que poderão suspender as restrições econômicas, mas Israel diz que o novo governo é "um passo atrás". Israel Abbas disse que os palestinos estão "estendendo as mãos" a Israel para "conquistar a paz da liberdade e da igualdade". Ele afirmou ainda que o povo palestino "rejeita a violência em todas as suas formas" e pediu "um compromisso mútuo com Israel para conter a violência". Israel, no entanto, segue se afastando do novo governo palestino. Na sexta-feira, o vice-ministro da Defesa israelense, Ephraim Sneh, disse que seu país deveria tentar negociar apenas com Abbas, como uma maneira de "tirar o Hamas do poder". A economia palestina foi muito prejudicada pelo embargo internacional, imposto depois que o Hamas venceu as eleições parlamentares em janeiro de 2006. O grupo rejeitou os apelos para reconhecer Israel e renunciar à violência. EUA Segundo o correspondente da BBC em Jerusalém, Matthew Price, o novo gabinete palestino inclui ministros que reconhecem Israel. Por isso, de acordo com Price, a União Européia e da ONU deram indícios de que estariam dispostos a reduzir as restrições. Os Estados Unidos também já teriam mostrado que deixariam uma porta aberta para contatos com o novo ministro das Finanças, Salam Fayyad, um economista que tem boas relações com o governo do presidente George W. Bush. Mas os americanos ainda exigem que o novo governo reconheça Israel, abra mão da violência e atenda a acordos de paz existentes. A Grã-Bretanha disse que só vai manter contatos diplomáticos com membros do governo que não sejam do Hamas. |
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