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Rice inicia no Egito nova tentativa de reavivar processo de paz | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, deu início neste sábado no Egito a mais um giro pelo Oriente Médio a fim de reavivar o processo de paz entre israelenses e palestinos. Trata-se da sétima viagem de Rice à região em oito meses, mas a primeira desde a criação do governo de unidade nacional palestino. As conversas que a secretária manterá com as autoridades egípcias fazem parte da tentativa do Washington de obter o apoio de países árabes para a retomada do processo de paz. Pouco antes da chegada de Rice ao Cairo, no entanto, o governo egípcio reagiu com irritação aos seus comentários de que estava desapontada com o fato de o país não estar liderando o Oriente Médio rumo à democracia. Ela estava se referindo a um referendo que será realizado nesta segunda-feira sobre mudanças na Constituição, incluindo propostas que dariam mais poderes à polícia para prender e vigiar. O presidente egípcio, Hosni Mubarak, com quem Rice se reunirá neste domingo, sustenta que as mudanças são necessárias para ajudar o Egito a lidar com as tensões sectárias e o terrorismo. Comentando as declarações de Rice, o ministro do Exterior, Ahmed Aboul Gheit, disse que o Egito não aceitava interferência nos seus assuntos "de nenhum dos seus amigos". Perigo regional A viagem da secretária de Estado americana coincide com o alerta do embaixador dos EUA em Bagdá, Zalmay Khalilzad, que está deixando o cargo, de que a violência entre sunitas e xiitas em Bagdá está gerando a uma divisão sectária em todo o Oriente Médio. "É do interesse de todos que nos juntemos para conter e reverter a tendência no sentido de polarização em linhas sectárias. Isso pode desestabilizar a região inteira", disse Khalilzad à BBC. O correspondente da BBC Jonathan Beale, que está viajando com Condoleezza Rice, disse que há um novo senso de urgência em lidar com o conflito israelopalestino, em parte porque nações árabes dizem que a resolução do problema é essencial para a estabilidade do Iraque e do resto da região. Rice vai se encontrar na cidade de Aswan com líderes do Egito, Jordânia, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos – o chamado quarteto árabe de aliados moderados dos Estados Unidos. Em seguida, ela se reúne com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, em Ramallah, na Cisjordânia e com o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, em Jerusalém. Também há um encontro previsto com o rei Abdullah 2º, na Jordânia. Os Estados Unidos não reconheceram o governo de união nacional palestino e se recusa a lidar com os ministros que são membros do grupo islâmico Hamas, que chama de terrorista. O governo palestino foi formado depois que o Hamas – que vinha dominando o gabinete desde a vitória nas eleições de janeiro de 2006 – concordou em dividir o poder com a facção Fatah, do presidente Abbas. O acordo aconteceu após vários meses de violentos confrontos entre os dois grupos, que deixaram mais de 140 mortos. |
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