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Brasileiros deixam embaixada no Congo após 4 dias confinados | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os brasileiros que estavam sitiados havia quatro dias na embaixada na capital da República Democrática do Congo, Kinshasa, já foram liberados para deixar o local. O grupo – composto de funcionários, militares e membros de uma delegação cultural em visita ao país - precisou ficar abrigado na embaixada em meio aos confrontos entre tropas do governo e rebeldes, que começaram na quinta-feira. A embaixada fica localizada a cem metros do escritório do líder rebelde Jean-Pierre Bemba e estava no meio do fogo cruzado durante os dias de violência mais intensa. O embaixador Flávio Roberto Bonzanini disse à BBC Brasil que um dos veículos da embaixada chegou a ser atingido por tiros de Kalashnikov. Bonzanini disse que a situação já está praticamente normal depois que as forças oficiais retomaram o controle da maior parte da capital, no sábado. “Hoje nós percorremos a cidade pela manhã e a situação já está quase normal, as pessoas voltaram ao trabalho, há muita gente nas ruas e o trânsito está quase normalizado. A situação do ponto de vista militar e de ordem pública já está superada”, disse. “Foi um grande susto para todos nós aqui”, afirmou o embaixador. No domingo, os funcionários congoleses já haviam sido liberados, mas os brasileiros decidiram ficar até esta segunda-feira “por uma questão de prudência”. “Eu estou aqui na República Democrática do Congo há um ano e meio e essa foi sem dúvida a pior situação que já presenciei no país”, disse Bonzanini. Segundo o embaixador, 52 brasileiros moram na capital Kinshasa e outros 12 no resto do país. Nenhum brasileiro ficou ferido durante a onda de violência. Mortos Os confrontos deixaram pelo menos 150 pessoas mortas e mais de 80 feridas, de acordo com a Caritas (agência humanitária da Igreja Católica). A violência estourou na quinta-feira, com choques entre forças do governo e milícias leais a Jean-Pierre Bemba, que perdeu as eleições presidenciais do ano passado e que, segundo o governo, estaria tentando derrubar o presidente Joseph Kabila. O candidato derrotado, contra quem foi expedido um mandado de prisão, refugiou-se na embaixada da África do Sul. Ele nega estar planejando uma operação militar contra Kabila. A eleição do ano passado - o primeiro pleito livre em 40 anos na ex-colônia belga - transcorreu pacificamente, despertando esperança de que os anos de conflito e caos administrativo pudessem chegar ao fim. Kabila obteve 58% dos votos e Bemba, 42%, nas eleições de outubro passado. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Congo: Brasileiros ficam sitiados em embaixada 25 março, 2007 | BBC Report Exército retoma controle da capital do Congo24 de março, 2007 | Notícias Candidato perdedor à Presidência do Congo contesta resultado16 de novembro, 2006 | Notícias Comissão Eleitoral diz que Kabila foi reeleito no Congo15 de novembro, 2006 | Notícias Congo tem primeira eleição 'livre' em 40 anos30 de outubro, 2006 | Notícias Diamante africano é vendido por US$ 12,4 milhões09 de outubro, 2006 | Notícias Soldados da ONU resgatam embaixadores no Congo21 de agosto, 2006 | Notícias Escândalo sexual no Congo envolve tropas da ONU17 de agosto, 2006 | Notícias | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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