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Congo: Brasileiros ficam sitiados em embaixada | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Diplomatas e outros funcionários da embaixada brasileira na capital da República Democrática do Congo, Kinshasa, passaram três dias sitiados no local em meio aos confrontos entre tropas do governo de rebeldes. A situação começou a se acalmar no sábado, depois que as forças oficiais retomaram o controle da maior parte da capital. Em entrevista à BBC Brasil, o embaixador Flávio Roberto Bonzanini disse que os funcionários congoleses já voltaram para suas casas. Mas 14 brasileiros – entre diplomatas, militares e membros de uma delegação cultural em visita ao país – ficarão na embaixada até segunda-feira, “por uma questão de prudência”. “A embaixada fica a cem metros do escritório do líder rebelde Jean-Pierre Bemba. Durante os últimos dias nós estávamos no meio do fogo cruzado e um de nossos veículos chegou a ser atingido por tiros de Kalashnikov”, disse Bonzanini. “Foi assustador.” Segundo o embaixador, os rebeldes fugiram agora para outras áreas da cidade e as tropas do governo realizam uma varredura no centro em busca de militantes, armas ou granadas que não explodiram. O cenário no centro da capital é de destruição, “com incêndios, colunas de fumaça, uma verdadeira cena de guerra”. “Eu estou aqui na República Democrática do Congo há um ano e meio e essa foi sem dúvida a pior situação que já presenciei no país”, disse Bonzanini. Segundo o embaixador, 52 brasileiros moram na capital Kinshasa e outros 12 no resto do país. Nenhum brasileiro ficou ferido durante a última onda de violência. Mortos A onde de violência deixou pelo menos 150 pessoas mortas e mais de 80 feridas, de acordo com a Caritas (agência humanitária da Igreja Católica). Um médico da entidade, Bruno Miteyo, disse que desde que a situação voltou a se acalmar, veículos militares e civis passaram a fazer filas para levar os corpos para os hospitais e os necrotérios da cidade. A violência estourou na quinta-feira envolvendo milícias leais a Jean-Pierre Bemba, que perdeu as eleições presidenciais do ano passado e a quem o governo acusa de tentar derrubar o presidente Joseph Kabila. O candidato derrotado, contra quem foi expedido um mandado de prisão, refugiou-se na embaixada da África do Sul. Ele nega estar planejando uma operação militar contra Kabila. A eleição do ano passado - o primeiro pleito livre em 40 anos na ex-colônia belga - transcorreu pacificamente, despertando esperança do fim de anos de conflito e caos administrativo. Kabila obteve 58% dos votos e Bemba, 42%, nas eleições de outubro passado. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Exército retoma controle da capital do Congo24 de março, 2007 | Notícias Candidato perdedor à Presidência do Congo contesta resultado16 de novembro, 2006 | Notícias Comissão Eleitoral diz que Kabila foi reeleito no Congo15 de novembro, 2006 | Notícias Congo tem primeira eleição 'livre' em 40 anos30 de outubro, 2006 | Notícias Diamante africano é vendido por US$ 12,4 milhões09 de outubro, 2006 | Notícias Soldados da ONU resgatam embaixadores no Congo21 de agosto, 2006 | Notícias Escândalo sexual no Congo envolve tropas da ONU17 de agosto, 2006 | Notícias | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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