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Política dos EUA para imigração é 'indecente', diz 'New York Times' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Editorial do jornal americano The New York Times nesta quinta-feira qualifica a atual política de imigração americana de "indecência". Em texto duro, intitulado "A miséria da imigração", o diário afirma que a demora do Congresso em reformar as leis para entrada de estrangeiros no país está levando a situação a um ponto "intolerável". "A classe imigrante se encontra em estado crescente de miséria e medo. Os Estados e municípios se apressam para preencher o vácuo da inatividade parlamentar com uma profusão de legislações", diz o editorial. "Enquanto isso, dezenas de milhares de americanos pobres, que não têm documentos para comprovar sua cidadania, têm sido impedidos de visitar um médico para que nem um centavo do sistema de saúde vá para um imigrante ilegal doente." O editorial é publicado no momento em que centenas de leis estaduais aparecem nos Estados Unidos como resposta à incapacidade do governo federal de conter o movimento nas fronteiras. Em outra reportagem, o também americano Christian Science Monitor observa que o assunto pode terminar sendo objeto da Suprema Corte dos EUA, já que pela primeira vez uma lei local – da cidade de Hazleton, Filadélfia – está sendo analisada por uma corte federal. Para o NYT, "o que (a atual situação) requer urgentemente é decência, bom senso e união parlamentar para resolver este debate inflamado". "Se e quando o Senado revisar a lei de imigração, a questão central deve ser a mesma: uma lei que combine segurança das fronteiras e fiscalização trabalhista com direitos trabalhistas e um caminho à cidadania para imigrantes que trabalham por ela". "A alternativa, o status quo equivocado e punitivo, é o caminho para a miséria", conclui o editorial. Desânimo A viagem do presidente americano, George W. Bush, por países da América Latina, foi uma "fagulha desanimadora", na avaliação do jornal Irish Times. "Amarras domésticas impediram os esforços do presidente Bush de fazer amigos e aumentar sua influência em sua turnê", afirma o correspondente do jornal em São Paulo. A matéria avalia que o presidente americano não pôde oferecer nenhuma vantagem substancial ao Brasil no acordo com o etanol, por conta dos poderosos grupos de lobby que atuam no Congresso americano. Os frutos não foram melhores no México e na Guatemala, mais interessados no tema da imigração. "O aumento do sentimento anti-imigração dentro do próprio partido do presidente (o Republicano) impediu até agora o presidente de implementar uma política humana de imigração, que leve em conta a realidade de mas de um milhão de mexicanos e de outros latino-americanos que todos os anos tentam cruzar as fronteiras dos EUA", diz o jornal. Mesmo na Colômbia, aliada dos EUA, o presidente ficou constrangido por conta da demanda de congressistas que prefeririam ver uma atitude mais afirmativa em relação ao respeito aos direitos humanos no país, afirmou o Irish Times. O jornal disse que Bush só teve uma boa acolhida no Uruguai, país "desencantado" com iniciativas regionais de integração, como o Mercosul. Desencanto paraguaio A exemplo dos uruguaios, tradicionais críticos do Mercosul, empresários do Paraguai fizeram ecoar na imprensa do país seu ceticismo em relação ao bloco do cone sul. O jornal Ultima Hora criticou, em matéria nesta quinta-feira, a demora do governo Lula em acelerar os mecanismos de redução das assimetrias econômicas dentro do bloco. "Os sucessivos governos brasileiros, incluindo este, descumprem abertamente as promessas de abrir seus mercados para que empresas nacionais (paraguaias) possam vender, sem nenhuma trava, seus produtos de valor agregado." "Os diferentes problemas já foram tratados em múltiplas reuniões bilaterais. Em geral, os negociadores brasileiros levam as exigências paraguaias para consulta, com o único objetivo de dilatar, e numa tomar decisões que favoreçam nossos interesses", criticou o diário. As críticas ocorrem num momento em que a decisão de construir um muro na fronteira levou autoridades paraguaias a criticar Brasília. Reportando sobre o tema, o argentino La Nación disse que a decisão do governo brasileiro criou "mal-estar" no país vizinho. Já o Clarín reproduziu as opiniões do empresariado paraguaio, para quem a iniciativa "é um disparate" e "confirma que o Brasil não tem nenhuma vontade de se integrar". |
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