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Chirac deve depor sobre escândalo de corrupção em Paris | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Juízes da França revelaram que o presidente do país, Jacques Chirac, deve ser convocado para depor em um processo sobre empregos fictícios na Prefeitura de Paris. A informação foi divulgada nesta quinta-feira pelo jornal International Herald Tribune e pela agência de notícias France Presse, que não identificaram suas fontes. O caso envolve desvio de dinheiro público: os salários de falsos funcionários da Prefeitura eram utilizados para pagar membros do RPR, o partido de Chirac quando ele era prefeito de Paris (1977-1995). O Tribunal de Nanterre, onde corre a ação, desmentiu ter enviado uma convocação a Chirac para uma audiência. O Palácio do Eliseu também não quis comentar as alegações. Chirac, que deve deixar a Presidência no dia 16 de maio, poderia depor em junho. Carta Entre as evidências que a Justiça dispõe no dossiê sobre o caso, há uma carta assinada por Chirac em que ele reconhece que a Prefeitura pagava salários para membros do RPR que estavam empregados de forma fictícia pelo Executivo municipal. Durante seu mandato presidencial, Chirac conseguiu aprovar a reforma do estatuto penal do chefe de Estado. Segundo a lei, o presidente tem imunidade penal durante suas funções e só pode ser ouvido pela Justiça pelo menos um mês após ter deixado o cargo. Não se sabe ainda em que condição Chirac seria convocado pela Justiça. A lei francesa prevê que uma pessoa implicada em um processo judicial possa ser ouvida de três formas: na qualidade de testemunha simples, sobre a qual não pesa nenhuma acusação; na de pessoa indiciada, que responde a acusações; e como testemunha assistida, que pode ser auxiliada por um advogado. Cerca de 20 pessoas estão envolvidas no escândalo. O ex-primeiro-ministro Alain Juppé já foi condenado a 14 meses de prisão com sursis (suspensão da sentença) e um ano de inelegibilidade por seu envolvimento. Diretores de gabinete da Prefeitura de Paris também foram condenados a penas de prisão com sursis. Chirac teve seu nome envolvido em outros casos do mesmo tipo na Justiça, como dos altos valores gastos na compra de salgadinhos para recepções na Prefeitura de Paris, que acabou sendo arquivado. |
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