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Papa diz que celibato é benção e segundo casamento, 'praga' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O papa Bento 16 reafirmou a necessidade do celibato para os sacerdotes e a proibição a divorciados que se casaram de novo de receber a comunhão no Sacramentum Caritatis, documento divulgado pelo Vaticano, nesta terça-feira, que rege a celebração de missas. "O celibato sacerdotal, vivido com maturidade, alegria e dedicação, é uma benção enorme para a igreja e para a própria sociedade", diz o texto na primeira parte da exortação sobre Eucaristia, Mistério Acreditado. Ainda no documento, Bento 16 classificou como "uma verdadeira praga" o segundo casamento de pessoas já divorciadas. "Trata-se de um problema pastoral espinhoso e complexo, uma verdadeira praga do ambiente social contemporâneo que vai, progressivamente, corroendo os próprios ambientes católicos", diz o documento. Ele defendeu também o uso do latim em grandes celebrações e pediu que se valorize o canto gregoriano na liturgia. "É necessário que se valorize adequadamente o canto gregoriano como próprio da liturgia romana... é necessário evitar a improvisação genérica ou a introdução de gêneros musicais que não respeitem o sentido da liturgia", diz o documento. Recado a políticos Na exortação apostólica pós-sinodal sobre Eucaristia Sacramentum Caritatis – O Sacramento do Amor, o papa fez recomendações para algumas das questões mais discutidas na Igreja, tendo como base recomendações do último Sínodo dos Bispos, realizado em outubro de 2005. No documento divulgado nesta terça-feira, Bento 16 deu ênfase a sua contrariedade com políticos e legisladores assumidamente católicos que defendem leis em desacordo com a posição da Igreja. O papa disse que eles não devem votar a favor de leis que vão contra a natureza humana e a família construída sobre o matrimônio entre homem e mulher. Segundo vaticanistas, Bento 16 deu um claro recado aos governantes europeus que discutem leis a favor da eutanásia, do casamento entre homossexuais e do aborto. Confirmando recomendação do Sínodo dos Bispos, os divorciados católicos que se casaram de novo continuarão sem o direito de receber a comunhão. Com relação à falta de padres nas paróquias, o papa manteve a mesma recomendação dos bispos: uma distribuição mais eqüitativa do clero e um trabalho efetivo com os jovens para favorecer a vocação sacerdotal. No texto do documento oficial do Vaticano, Bento 16 reforça a necessidade do fiel católico de confirmar publicamente sua própria fé, principalmente, em momentos em que deve tomar decisões de valores fundamentais e para a promoção do bem comum em todas as suas formas. |
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