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Sobretaxa não impede exportação de etanol, diz agência do governo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Alessandro Teixeira, diz que a sobretaxa cobrada pelos Estados Unidos na importação do etanol brasileiro não impede a exportação do combustível, já que o consumo americano é maior do que a produção doméstica. "É constrangedor, mas não impede", diz Teixeira, que integra o grupo ministerial de discussão do etanol como um dos representantes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. Teixeira lembra que embora os Estados Unidos sejam hoje o maior produtor mundial, com 19 bilhões de litros, o país consome 21 milhões de litros por ano. No ano passado, o Brasil exportou para o mercado americano 1,7 bilhão de litros. "É o maior mercado de exportação do Brasil, e eles sabem que o Brasil tem área e pode aumentar a produção", avalia. Apesar disso, Teixeira defende o fim da sobretaxa como um ponto essencial para a criação de um verdadeiro mercado mundial do combustível, projeto em que os dois governos estão trabalhando. "Por definição, não se cria um mercado mundial com barreiras", diz o presidente da ABDI. Cota O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Luiz Fernando Furlan, disse que vai pedir ao governo americano a criação de uma cota, que entraria nos Estados Unidos sem o pagamento da sobretaxa. Apesar de buscar o fim da sobretaxa, o governo brasileiro sabe que a decisão não está nas mãos do presidente George W. Bush, já que o imposto é decidido pelo Congresso americano, que renovou a barreira até 2009. O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse que o governo avalia que o assunto provavelmente não será resolvido de imediato, mas quer colocar o tema sobre a mesa. Teixeira diz acreditar que a pressão interna dos americanos pela substituição dos combustíveis fósseis é que deve impulsionar o consumo do etanol, abrindo espaço para as exportações brasileiras. "A questão da taxa é importante, mas não é fundamental", afirma. Para o presidente da ABDI, o importante na visita de Bush ao Brasil é a parceria para vender o combustível a terceiros mercados, inclusive com o desenvolvimento de centros de produção na América Central e no Caribe. |
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