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Belgas cruzarão Ártico a pé para reunir dados sobre clima | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Dois exploradores belgas iniciarão no dia 1º de março a maior expedição já realizada pelo Ártico: percorrerão a pé mais de 4.300 quilômetros no Pólo Norte, a fim de reunir dados científicos que mostrem os efeitos da mudança climática. Alain Hubert e Dixie Dansercoer partirão do cabo Arkishewski, na costa da Sibéria, ao norte da Rússia, em direção a Narssarssuaq, ao sul da Groelândia, em uma viagem que deverá durar quatro meses, com apenas duas paradas previstas para reabastecimento. A rota traçada é pelo menos 2.600 quilômetros mais longa que as grandes travessias árticas concluídas até hoje. Hubert e Dansercoer usarão esquis para se locomover sobre as terras geladas e terão a ajuda de “pipas” originalmente desenvolvidas pelo programa Apollo, da Nasa, para aproveitar os fortes ventos da região e aumentar sua velocidade. Equipamento Além dos ventos e de temperaturas de até 30 graus negativos, os exploradores terão que suportar a carga de 120 quilos de comida e equipamentos que cada um transportará sobre um trenó de 2,4 metros. O equipamento está planejado para ajudar os exploradores caso sejam surpreendidos por um derretimento da capa de gelo polar. “Há um ponto crítico no fim do oceano, logo antes de chegar à capa de gelo da Groenlândia. Não tenho idéia do que encontraremos ali”, explica Hubert. “Mas nossos trenós são bastante longos. Se for o caso, poderemos amarrá-los juntos e fazer uma espécie de catamarã.” Ano Polar Internacional O começo da expedição Arco Ártico coincide com o início do Ano Polar Internacional, que será marcado por uma série de projetos sobre as regiõoes polares. Entre outras tarefas, os belgas fornecerão medidas da capa de gelo para a Agência Espacial Européia. Os exploradores também querem despertar a consciência de jovens entre oito e 18 anos de idade para as conseqüências das mudanças climáticas. Para isso, estudantes de 40 países poderão seguir a evolução dos exploradores por meio da página web da Fundação Polar Internacional. |
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