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Atualizado às: 07 de fevereiro, 2007 - 21h37 GMT (19h37 Brasília)
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Fabricantes de carros da UE criticam plano para cortar CO2
Manufatura carros
Os veículos produziram 28% das emissões de CO2 na UE em 2004
Fabricantes de veículos europeus tacharam de "desequilibrados" e "danosos" os planos da União Européia de obrigá-los a cortar em até 18% as emissões de dióxido de carbono.

Em um comunicado, a Associação de Fabricantes de Automóveis Europeus (Acea, na sigla em inglês) afirma que as metas "arbitrárias" estabelecidas pela Comissão Européia, órgão executivo da UE, levarão a demissões e à realocação da produção para países fora do bloco, "afetando severamente várias regiões européias".

A proposta da Comissão é aumentar a eficiência dos carros novos no uso de combustíveis até 2012. Um carro novo em 2005 emitia 162 gramas de CO2 por quilômetro. Com a redução de 18%, passaria a emitir 130 g/Km.

Para que o objetivo seja cumprido, deverão ser adotadas medidas como uma utilização maior de biocombustíveis e o aperfeiçoamento de pneus.

Mas os fabricantes de veículos da Europa alegam que outras medidas - tais como incentivos fiscais e combustíveis mais baratos - também deveriam desempenhar um papel na estratégia da UE para reduzir as emissões.

Para a Acea, se colocado em prática como está, o plano prejudicará a economia européia "em termos de riqueza, emprego e potencial de crescimento".

Carros limpos

O presidente da associação, Sergio Marchionne, fez um apelo direto a governos europeus e ao Parlamento Europeu para traçar uma estratégia "razoável", alegando que há outros meios de reduzir as emissões de CO2.

O comissário europeu para a Indústria, Guenter Verheugen, sugeriu, no entanto, que os cortes poderão no futuro oferecer um diferencial aos fabricantes do bloco.

"Nós estaremos em breve em posição de oferecer não apenas os carros melhores e mais seguros, como os mais limpos - este é o futuro da indústria automobilística européia", argumentou Verheugen.

Segundo o comissário, o setor deveria enfrentar os cortes como um "grande desafio", não como um fardo.

Divergências na Comissão

Ao mesmo tempo em que foi atacada pela indústria automobilística, a proposta foi criticada por ambientalistas por ser considerada excessivamente branda.

As propostas causaram divergências dentro da própria comissão. O comissário europeu para Meio Ambiente, Stavros Dimas, queria um limite ainda mais restrito, de 120 gramas por quilômetro, mas foi forçado abrir mão depois de forte oposição da indústria de automóveis alemã e de seu colega, Verheugen.

Os comissários garantiram à indústria de carros que a meta 130 gramas por quilômetro em média não será aplicada a cada fabricante individualmente, mas à indústria como um todo.

Segundo Dimas, sem este plano, a União Européia não atingir as metas de diminuição de emissão de gases de efeito estufa propostas pelo Protocolo de Kyoto.

O setor dos transportes foi responsável por 28% das emissões de dióxido de carbono produzidas pela União Européia em 2004.

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