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Brasileiros tomam área de gangue em favela no Haiti | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Militares da ONU comandados pelo Brasil assumiram nesta sexta-feira o controle de uma parte da favela de Porto Príncipe antes controlada pelo líder de uma das gangues mais violentas da capital haitiana. Dois soldados, um boliviano e um jordaniano, ficaram feridos na operação em Cité Soleil, número considerado relativamente baixo pelo porta-voz do contingente brasileiro, coronel Afonso Henrique Pedrosa. "A operação foi quase perfeita, com poucas baixas do nosso lado e sem efeitos colaterais", afirmou Pedrosa, usando o jargão militar para vítimas entre a população civil. O coronel disse não poder confirmar relatos que indicam que pelo menos uma mulher foi atingida pelo fogo cruzado entre soldados e membros da gangue, mas reconheceu que informações sobre eventuais feridos e mortos costumam chegar depois do fim da operação. A região de Cité Soleil tomada pelos militares da Minustah (Missão de Estabilização da ONU no Haiti) estava sob domínio de uma gangue cujo líder é conhecido apenas como "Evans" e a quem se atribui crimes como seqüestros e "assassinatos de famílias inteiras", segundo Pedrosa. Para controlar a área com uma extensão de cerca de quatro quilômetros quadrados, o comandante das forças da Minustah, o general brasileiro Carlos Alberto dos Santos Cruz - que participou pessoalmente da operação -, mobilizou 34 veículos blindados e 700 militares, dentre os quais 450 eram brasileiros. O restante era composto de soldados de Bolívia, Uruguai, Chile, Paraguai, Peru e Jordânia. Acredita-se que Cité Soleil, um emaranhado de casas e barracos onde vivem 250 mil pessoas, concentre líderes e membros das gangues mais atuantes de Porto Príncipe. Renovação do mandato A operação foi lançada a partir do ponto fortificado de Coxim (batizado em homenagem à cidade de onde vêm os soldados que o ocuparam), instalado em Cité Soleil no dia 24 de janeiro. Pedrosa disse não ter sido decidido ainda se a Minustah ampliará a sua presença permanente na favela, mas disse que ao menos inicialmente três pontos da região de Boston, nome da área ocupada nesta sexta-feira, contarão com patrulhamento permanente. Apenas no posto de Coxim, há cerca de 20 militares brasileiros. Com 1,2 mil homens, o Brasil é o país com o maior número de militares e vem liderando a missão desde o seu primeiro mandato, em 2004. O Conselho de Segurança da ONU deverá decidir no dia 15 se estende o mandato da Minustah. |
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