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Morales se queixa de 'burocracia' para entrar no Mercosul

Foto: Fábio Pozzebom/ABr
Morales e seu ministro dos Hidrocarbonetos, Carlos Villegas
O presidente da Bolívia, Evo Morales, se queixou nesta sexta-feira da lentidão no processo de ingresso boliviano no Mercosul, e afirmou que os governos do Uruguai e do Paraguai "se sentem sozinhos" dentro do bloco.

"Os presidentes (do Brasil) Lula e (da Venezuela) Chávez por vezes se queixam da burocracia. Eu também devo me queixar", disse Morales, em entrevista a jornalistas durante a Cúpula do Mercosul, no Rio de Janeiro.

O pedido boliviano de ingresso no Mercosul será analisado por um grupo de trabalho formado pelos países membros do bloco. O grupo terá 180 dias para analisar a solicitação.

Alegando que é um país mais pobre que os demais sócios do bloco, a Bolívia pediu condições especiais para entrar no bloco, como exceções na cobrança da Tarifa Externa Comum.

O Brasil manifestou-se simpático ao pedido de Morales, mas os outros países são contra.

Na quinta-feira, os ministros de Relações Exteriores evitaram decidir sobre a questão neste momento, e adiaram a discussão da formação do grupo de trabalho.

'Sozinhos'

Durante a entrevista no Rio de Janeiro, Morales se solidarizou com os sócio-menores do Mercosul, Paraguai e Uruguai, que buscam soluções para reduzir a assimetria em relação às economias maiores de Brasil e Argentina.

"Conversando com os presidentes de Paraguai e do Uruguai, vi como eles se sentem sozinhos no Mercosul", disse Morales.

Morales também pediu "reformas profundas" no bloco, e reiterou que não pretende deixar a Comunidade Andina de Nações (CAN) para ingressar no bloco do Cone Sul.

"Se pensamos na maioria dos povos de todos os países, é importante fazer profundas reformas, tanto no Mercosul como na CAN. Reformas que permitam que esses modelos ou esses instrumentos econômicos possam resolver os problemas das nossas maiorias", disse.

O presidente boliviano também comentou a negociação entre os governos da Bolívia e do Brasil sobre o preço do gás natural. Morales destacou que, nas negociações com a Argentina, o preço original de US$ 3,2 por milhão de BTU foi aumentado para US$ 5.

Segundo ele, há casos, como da Termocuiabá de Mato Grosso, em que o preço cobrado é de US$ 1.

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