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Aumento do comércio chinês triplica desde entrada na OMC | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O valor total das trocas comerciais entre a China e o mundo vem crescendo a uma média de 30% ao ano desde a ascensão do país à OMC (Organização Mundial do Comércio), em dezembro de 2001. O dado apresenta nítido contraste em comparação ao crescimento médio de 10% registrado nos cinco anos anteriores, de 1995 a 2000, conforme revelam os números da Agência Nacional de Estatísticas da China. “O desempenho da China superou não apenas as expectativas estrangeiras como também as nossas próprias”, avaliou o ministro do Comércio Exterior, Bo Xilai, em entrevista ao jornal China Daily. A entrada na OMC também trouxe estabilidade ao crescimento comercial. Antes de 2001, o incremento nas trocas podia oscilar de 31,5% em um ano a 7,5% no próximo, como ocorreu nos intervalos entre 1998-1999 e 1999-2000. Reformas Reformas estão por trás do sólido incremento no comércio. Nestes cinco anos de adaptação às regras da OMC, a China reviu mais de duas mil leis de regulamentação comercial e aboliu 700, disse o embaixador para a OMC, Sun Zhenyu, à agência de notícias estatal Xinhua.
Segundo Sun, também houve um esforço perceptível para promover o livre comércio por meio da redução de tarifas. Desde 2001, os encargos sobre bens industriais baixaram de 14,8% para 9,1% e de 23,2% para 15,35% em produtos agrícolas. Com a entrada na organização, as práticas comerciais chinesas também passaram a ser mais contestadas. A venda de mercadorias piratas e os preços muito baixos dos produtos “Made in China” são as razões das principais queixas apresentadas contra o país na OMC. Em 2001, processos anti-dumping contra a China representavam 15% de todos os casos disputados na organização. Em 2005 esta participação se elevou para 30%. Ou seja, quase um terço de todas as ações mundiais contra dumping tem como alvo produtos chineses, segundo dados da Xinhua. “Estes processos são questões de curto-prazo, apresentados por empresas que tiveram uma grande perda na sua competitividade”, afirma o Professor Kui Wai Li, da City University de Hong-Kong. “Com o desenvolvimento (do comércio) nós vamos ver uma maior geração de riqueza e uma adequação ao livre mercado”, defende o especialista em comércio internacional. Quanto à proteção de propriedade intelectual ainda “é preciso fazer um esforço maior”, disse à BBC Brasil Mark Michelson, vice-presidente para Ásia da APCO, uma consultoria internacional voltada para o comércio global. O governo afirma estar tomando providências para combater a pirataria e como prova disso cita a cifra de US$ 4,5 bilhões (cerca de R$ 9,6 bilhões) remetidos ao exterior somente para pagamento de direitos autorais em 2005. |
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